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A vitória de Lula no segundo turno

Do A Terra É Redonda, 28 de outubro 2026
Por JOÃO DOS REIS SILVA JÚNIOR*

Imagem: Lara Mantoanelli

O povo não desaparece depois da eleição. A autorização conferida a quem governa não transforma o cidadão em propriedade de um mandato, de um partido ou de um dirigente

1.

A vitória de Lula no segundo turno encerrou uma disputa eleitoral, mas abriu outra responsabilidade política. Podemos respirar, celebrar e reconhecer o esforço de quem conversou, caminhou, explicou, enfrentou a mentira e compareceu às urnas. Não podemos, entretanto, confundir o alívio com uma autorização para voltar à condição de espectadores. O voto decidiu quem deverá exercer a Presidência; não resolveu, por si, as relações de força que atravessam o Estado e a sociedade.

Se queremos que o resultado se transforme em condições de vida, precisaremos continuar presentes nas redes e, principalmente, nas ruas. A governabilidade democrática exige negociação institucional, mas também uma sociedade organizada, capaz de sustentar direitos, fiscalizar decisões e impedir que o mandato popular seja reduzido à administração dos limites impostos pelos grupos mais poderosos.

Essa presença não deve ser pensada como prolongamento indefinido da campanha. Uma sociedade não suporta viver quatro anos na intensidade emocional das últimas semanas de uma eleição. O que precisamos construir é uma continuidade de outra qualidade: menos dependente da emergência, mais enraizada nos lugares onde a vida acontece.

O entusiasmo deve encontrar formas de organização que sobrevivam à retirada dos palanques. A conversa que ajudou alguém a decidir seu voto pode tornar-se acompanhamento de uma política pública; o grupo que compartilhou informações pode aprender a fiscalizar uma votação; a praça que recebeu a comemoração pode acolher uma assembleia. A vitória terá duração política se a energia que a produziu adquirir objetivos, responsabilidades e memória. Sem isso, a mobilização corre o risco de deixar apenas fotografias.

É por essa razão que precisamos olhar o território antes de anunciar uma interpretação. O país não cabe na nossa rede de amizades, no grupo em que todos concordam conosco ou na imagem de uma avenida tomada por bandeiras. Uma eleição nacional reúne situações distintas, e a distribuição municipal dos votos impede que a alegria se transforme em cegueira.

A pergunta não é apenas onde Lula venceu. É também onde perdeu por pouco, onde sua desvantagem diminuiu, onde o adversário permaneceu forte e que relações sociais precisam ser investigadas para compreender esses resultados. Os números permitem localizar diferenças; não autorizam, sozinhos, a atribuição de motivos a milhões de pessoas. A interpretação começa quando recusamos tanto o mapa como destino quanto a vontade política como explicação suficiente de tudo.

2.

Segundo o resultado divulgado pela Justiça Eleitoral, Lula venceu com 51,79% dos votos válidos, diante de 48,21% de Flávio Bolsonaro. A diferença de 3,58 pontos percentuais confere legitimidade à vitória e, simultaneamente, mostra a dimensão eleitoral do campo derrotado. O balanço do TSE registrou aproximadamente 128,2 milhões de votantes e abstenção de 19,2%, inferior aos 21,08% do primeiro turno.

Esses dados confirmam a ampliação do comparecimento, mas não identificam individualmente quem retornou às urnas nem permitem distribuir todos os novos votos por uma causa única. Seria precipitado atribuir a mudança exclusivamente às redes, exclusivamente às ruas ou a uma operação de campanha. O que se pode afirmar é que a decisão se produziu com participação ampliada, num país que continuou profundamente disputado.[1]

Entre as capitais, o levantamento do portal UOL baseado nos dados do TSE registrou treze vitórias de Lula e catorze de Flávio Bolsonaro. Na cidade de São Paulo, os percentuais foram 55,50% contra 44,50%; no Rio de Janeiro, 51,54% contra 48,46%. As diferenças foram, portanto, de 11 e 3,08 pontos. Salvador deu a Lula 73,23%, contra 26,77%, uma vantagem de 46,46 pontos; Recife, 61,27% contra 38,73%, diferença de 22,54; Fortaleza, 60,07% contra 39,93%, diferença de 20,14. Porto Alegre registrou 55,84% contra 44,16%, vantagem de 11,68 pontos. O mesmo levantamento mostra Flávio à frente em Belo Horizonte, por 50,80% a 49,20%; Brasília, por 54,28% a 45,72%; e Curitiba, por 62,29% a 37,71%. As diferenças foram de 1,60, 8,56 e 24,58 pontos, respectivamente.[2]

Esses contrastes recusam uma interpretação homogênea das grandes cidades. Há capitais em que a vitória foi larga, outras em que uma pequena variação alteraria o vencedor e outras em que a direita manteve vantagem expressiva. Também não existe autorização para transformar o Nordeste num bloco sem diferenças: em Maceió, Flávio alcançou 52,01%, diante de 47,99% de Lula, diferença de 4,02 pontos.

A força regional do lulismo não elimina conflitos locais, assim como uma vitória conservadora não apaga a presença de trabalhadores, estudantes e movimentos democráticos naquela cidade. Uma política nacional consequente precisa reconhecer essa diversidade sem fazer dela uma coleção de estereótipos. Nenhuma população deve receber, como explicação de seu voto, um insulto disfarçado de análise sociológica. O primeiro compromisso de quem pretende ampliar uma maioria é reconhecer que ainda há muito a compreender.

São Paulo permite observar outra diferença decisiva: a existente entre contar municípios e contar eleitores. Na capital, Lula recebeu 3.864.354 votos e Flávio Bolsonaro, 3.097.923: uma vantagem de 766.431 votos. No estado, entretanto, Flávio venceu por 53,85% a 46,15% e foi o mais votado em 573 das 645 cidades; Lula venceu em 72. Ainda assim, a distância estadual caiu de 10,48 pontos, em 2022, para 7,70 pontos, em 2026.

Lula ganhou menos municípios paulistas que na eleição anterior, mas reduziu sua desvantagem no conjunto do estado. Em São Bernardo do Campo, obteve 55,37%, contra 44,63%, diferença de 10,74 pontos.[3] O aparente paradoxo desaparece quando lembramos que cada município reúne contingentes eleitorais distintos e que reduzir uma derrota também altera o resultado nacional.

3.

Campinas torna essa relação mais concreta. Flávio Bolsonaro recebeu 360.222 votos, ou 54,24%, e Lula, 303.914, ou 45,76%: diferença de 56.308 votos e 8,48 pontos percentuais. A vantagem do candidato do PL permaneceu, embora tenha diminuído em relação ao primeiro turno.[4] Em Juiz de Fora, a direção foi outra: Lula recebeu 184.952 votos e Flávio Bolsonaro, 135.835, uma diferença de 49.117 votos; os percentuais foram 57,66% e 42,34%, separados por 15,32 pontos.[5]

São dois municípios relevantes para compreender a heterogeneidade do Sudeste, não amostras capazes de explicar toda a região. Os resultados recomendam investigar trajetórias locais, formas de trabalho, serviços públicos e organização política. Não permitem deduzir automaticamente que todo trabalhador de determinado setor, ou todo morador de determinado bairro, votou da mesma maneira.

Há, ainda, um movimento que a imagem estática do vencedor municipal esconde. Levantamento do jornal Folha de S. Paulo, também com dados do TSE, identificou melhora da posição relativa de Lula em 96,7% dos municípios entre os turnos e virada em 211 deles. Minas Gerais reuniu 76 dessas viradas e São Paulo, 32. Rio de Janeiro e Macapá foram as capitais que mudaram de vencedor. Em Itabirito, a diferença passou de aproximadamente 4,5 pontos favoráveis a Flávio, no primeiro turno, para 4,9 pontos favoráveis a Lula, no segundo.[6]

Melhorar a posição relativa não significa receber todos os votos antes destinados a outros candidatos. Significa que a distância entre os concorrentes se modificou. O resultado nacional depende também dessas alterações menos vistosas, ocorridas em lugares que continuam pintados com a cor do adversário.

Nesse ponto, o livro Contrato social de Jean-Jacques Rousseau ajuda a formular o problema, desde que não o convertamos numa justificativa retrospectiva para qualquer posição de nosso campo. No livro II, capítulo I, a soberania aparece como exercício da vontade geral e, por isso, não pode ser alienada. No livro III, capítulo I, o governo é distinguido do soberano: cabe-lhe executar as leis e administrar, não substituir o corpo político.

A conclusão que podemos extrair para nosso debate é precisa: escolher governantes não equivale a entregar-lhes definitivamente a capacidade de querer, julgar e agir em comum. O povo não desaparece depois da eleição. A autorização conferida a quem governa não transforma o cidadão em propriedade de um mandato, de um partido ou de um dirigente.[7]

É necessário preservar, contudo, a distância histórica. Jean-Jacques Rousseau não escreveu um manual para uma federação continental, socialmente desigual, atravessada por partidos, sindicatos, plataformas digitais e instituições representativas como as brasileiras. Sua crítica à representação, especialmente no livro III, capítulo XV, não pode ser transportada sem mediações para justificar o desprezo pelo Parlamento. Também seria incorreto identificar a vontade geral com a soma dos votos de Lula, com uma manifestação de rua ou com a preferência de uma liderança.

O interesse comum precisa ser disputado e elaborado publicamente; nenhuma organização pode declarar-se sua proprietária. A fecundidade de Jean-Jacques Rousseau está na pergunta que nos obriga a manter aberta: como evitar que a atividade dos governantes se autonomize daqueles em nome de quem o poder é exercido?

4.

Essa pergunta altera o sentido da palavra governabilidade. Se ela significar apenas capacidade de reunir votos parlamentares, negociar cargos e administrar interesses já constituídos, teremos uma definição estreita de um problema muito maior. Uma medida pode encontrar passagem institucional e, ainda assim, afastar-se das necessidades que deram sentido à eleição. Inversamente, uma demanda social pode ser justa e amplamente defendida, mas permanecer sem tradução administrativa, orçamento ou apoio legislativo.

A governabilidade democrática precisa construir essa passagem entre necessidade, deliberação e realização. O governo tem responsabilidade própria nesse processo; não pode transferir à população a culpa por toda dificuldade. Cabe-lhe explicar escolhas, apresentar alternativas, negociar com transparência e responder pelas decisões que toma. A mobilização popular amplia possibilidades, mas não absolve administradores de suas obrigações.

Sustentar Lula significa defender o direito de exercer o mandato conquistado e criar condições sociais para que compromissos com a maioria sejam realizados. Não significa aprovar antecipadamente cada decisão. Essa distinção não é um detalhe moral acrescentado ao final de um argumento partidário; é uma condição de sua consistência democrática. Um sindicato que reivindica melhores condições de trabalho, uma comunidade que denuncia a ausência de atendimento ou uma universidade que exige recursos não se tornam inimigos porque cobram um governo em que votaram.

Se a fidelidade exigida for o silêncio, a relação entre governo e sociedade se empobrece. A crítica fundamentada oferece ao próprio governo informações que os círculos de poder frequentemente filtram. Uma base social autônoma pode defender um mandato e contestar uma medida sem que haja contradição entre os dois gestos.

O Congresso deve entrar nessa análise com a mesma precisão. A vitória presidencial não dissolve a legitimidade de deputados e senadores eleitos, nem torna ilegítima toda oposição. Divergir de um projeto, apresentar emendas ou votar contra o Executivo pode fazer parte do funcionamento democrático. O julgamento político precisa examinar o conteúdo e os efeitos de cada decisão, identificando quem propõe, quem altera, quem vota e quem será atingido.

A denúncia genérica de que o Parlamento impedirá tudo pode mobilizar por alguns dias, mas também obscurece diferenças e favorece a desresponsabilização. Quando todos aparecem como uma força indistinta, ninguém responde concretamente por nada. A fiscalização popular ganha força ao tornar inteligível uma escolha: qual direito foi restringido, qual despesa foi recusada, qual interesse recebeu proteção e quais alternativas estavam disponíveis.

5.

As redes são indispensáveis nessa tarefa, mas sua presença não pode ser confundida com organização suficiente. Uma mensagem pode alcançar milhares de pessoas sem criar qualquer capacidade de ação comum. Um vídeo pode provocar indignação e desaparecer antes que alguém compreenda o assunto. A velocidade favorece a circulação; nem sempre favorece a reflexão. Precisamos de comunicação capaz de explicar uma medida, indicar sua fonte, admitir incertezas e corrigir erros com a mesma visibilidade dada à afirmação inicial.

Não há defesa consequente da democracia quando a desinformação é condenada apenas no adversário. O compromisso com a verificação precisa alcançar aquilo que gostaríamos que fosse verdadeiro. A credibilidade acumulada pode valer mais, no tempo longo da política, que a vantagem instantânea de uma mensagem falsa compartilhada com entusiasmo.

É principalmente nas ruas que essa continuidade pode adquirir corpo, desde que a palavra rua seja compreendida em toda a sua extensão. Ela inclui manifestações, mas também a reunião no bairro, o sindicato, a associação, a escola aberta à comunidade, a atividade cultural e o encontro em que uma demanda dispersa se torna assunto coletivo. Não basta ocupar fisicamente uma avenida se, depois, ninguém sabe onde procurar os demais.

A força de um ato depende também dos vínculos que o antecedem e das responsabilidades que permanecem quando ele termina. Uma política popular precisa conseguir voltar ao mesmo lugar, prestar contas do que foi feito e ouvir o que mudou. Sua presença não deve ser reconhecida apenas pela proximidade de uma eleição, mas pela disposição de compartilhar problemas que não cabem no calendário da campanha.

A defesa da presença nas ruas exige ainda um compromisso inequívoco com a ação pacífica e com o pluralismo. Uma manifestação não representa automaticamente toda a população, por maior que seja. Sua legitimidade está no direito de tornar visíveis demandas e disputar decisões, não na pretensão de substituir por aclamação os procedimentos que permitem a convivência democrática. O espaço público deve permanecer aberto também a quem discorda de nós.

Defender o mandato eleito significa preservar as condições em que outros poderão disputar eleições e exercer oposição. Uma maioria que tenta tornar permanente sua posição por meio da supressão dos direitos alheios destrói o princípio que legitima a própria vitória. A firmeza política de que precisamos deve ser acompanhada dessa disciplina democrática, inclusive nos momentos em que o conflito elevar a temperatura.

6.

A universidade pública tem uma responsabilidade particular nessa construção. Não lhe cabe fornecer selo acadêmico a uma preferência partidária, nem ocupar o lugar de quem vive os problemas investigados. Cabe-lhe produzir conhecimento rigoroso, formar capacidade de julgamento e tornar seus recursos intelectuais acessíveis ao debate público. Professores, estudantes e pesquisadores podem ajudar a ler um orçamento, compreender um indicador, examinar uma política e identificar o que uma estatística permite concluir.

Podem também aprender com saberes que não se originam na instituição. A extensão ganha densidade quando estabelece reciprocidade e continuidade, em vez de tratar a comunidade como destinatária passiva. Em um ambiente saturado de afirmações rápidas, defender o tempo da explicação é uma contribuição política concreta: permite que as pessoas participem com mais autonomia das decisões que as afetam.

A objeção mais forte à mobilização permanente merece ser enfrentada: ela poderia manter o país em campanha, agravar a polarização e reduzir o espaço da negociação. Esse risco existe quando a organização depende de fabricar urgências, tratar todo desacordo como traição e exigir adesão sem perguntas. Mas o risco não se resolve pela retirada da sociedade. Resolve-se pela qualidade da participação: objetivos públicos, procedimentos abertos, respeito às divergências e capacidade de negociar sem esconder o conteúdo do acordo.

Uma sociedade organizada pode diminuir a distância entre governantes e governados, enquanto uma sociedade apenas excitada pode ampliá-la. O desafio é transformar intensidade em duração, indignação em entendimento e apoio em capacidade de intervenção. Esse trabalho é menos espetacular que uma campanha, mas pode ser politicamente mais profundo.

O horizonte dessa mobilização deve ser concreto: melhores condições de trabalho, serviços públicos de qualidade, formação, segurança, moradia e possibilidades de futuro. Essas necessidades não desaparecem sob o brilho de uma vitória. O tempo de quem espera atendimento, procura emprego ou tenta permanecer estudando não coincide com o tempo das negociações institucionais. É preciso tornar essa diferença politicamente visível, sem prometer soluções instantâneas nem naturalizar adiamentos indefinidos.

Um compromisso público deve permitir que se pergunte o que foi feito, o que falta, por que falta e quem responde pelo próximo passo. Quando a espera não possui interlocutor nem explicação, o reconhecimento de um direito pode conviver com sua ausência cotidiana. A participação democrática deve trabalhar justamente nessa distância entre a promessa e a experiência.

Ganhar o segundo turno foi indispensável. Agora precisamos dar continuidade ao que a eleição tornou possível. A defesa do governo eleito será mais forte quanto maior for a autonomia, a organização e a capacidade crítica de sua base social. Precisaremos das redes para comunicar e verificar, das instituições para deliberar e executar, das ruas para tornar visível e compartilhada a vontade de transformar a vida.

Não se trata de permanecer para sempre na noite da apuração, repetindo a alegria de uma vitória. Trata-se de levar para os dias comuns a responsabilidade que aquela noite abriu. O voto não encerra a soberania popular. Depois que as urnas se fecham, continua nossa tarefa de impedir que o povo seja chamado a decidir o futuro apenas para, em seguida, ser afastado de sua construção. A democracia precisa dessa presença cotidiana para que a vitória se torne vida digna.

*João dos Reis Silva Júnior é professor titular do Departamento de Educação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Autor, entre outros livros, de Educação, sociedade de classes e reformas universitárias (Autores Associados) [https://amzn.to/4fLXTKP].

Notas

[1] BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Presidente do TSE anuncia reeleição de Lula e faz balanço do 2º turno das Eleições 2026. Brasília, 26 out. 2026. Disponível em: https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Outubro/presidente-do-tse-anuncia-reeleicao-de-lula-e-faz-balanco-do-2o-turno-das-eleicoes-2026.

[2] SANTOS, Robson. Entre as capitais, Lula vira em 2 e soma 13; Flávio tem vitória em 14. UOL, 25 out. 2026. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2026/10/25/flavio-x-lula-desempenho-em-capitais.htm.

[3] SANTOS, Robson. Lula vence na capital, mas perde para Flávio em 573 das 645 cidades de SP. UOL, 26 out. 2026. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2026/10/26/votacao-lula-flavio-cidades-sp.ghtm.

[4] Correio da manhã. Flávio vence em Campinas, mas diferença para Lula cai no 2º turno. 25 out. 2026. Disponível em: https://www.correiodamanha.com.br/nacional/sao-paulo/campinas/correio-de-campinas/2026/10/329823-flavio-vence-em-campinas-mas-diferenca-para-lula-cai-no-2-turno.html.

[5] Rádio Itatiaia. Lula vence disputa para presidente em Juiz de Fora (MG) no 2º turno. 25 out. 2026. Disponível em: https://www.itatiaia.com.br/politica/eleicoes/lula-vence-disputa-para-presidente-em-juiz-de-fora-mg-no-2o-turno/.

[6] PINHONI, Marina; SANTOS, Natália; PRETTO, Nicholas. Lula avança sobre Flávio em 97% dos municípios brasileiros e vira em 211. Folha de S. Paulo, 26 out. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/lula-avanca-sobre-flavio-em-97-dos-municipios-brasileiros-e-vira-em-211.shtml .

[7] ROUSSEAU, Jean-Jacques. The Social Contract. Tradução de G. D. H. Cole. Livros II e III. Texto original publicado em 1762. Edição eletrônica: Constitution Society. Disponível em: https://constitution.org/2-Authors/jjr/socon_02.htm e https://constitution.org/2-Authors/jjr/socon_03.htm.

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