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Mapa-múndi na projeção Equal Earth, que preserva as proporções entre os continentes; a Assembleia Geral da ONU aprovou a projeção na sexta-feira (4) e o IBGE libera seus mapas-múndi nesta segunda (7) (imagem: Strebe via Wikimedia Commons — CC BY-SA 4.0, sobre imagens Blue Marble da Nasa)
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) libera nesta segunda-feira (7), Dia da Independência, o acesso aos mapas-múndi produzidos pelo órgão entre 2024 e 2026. O material permite consultar representações nas quais a África e a América do Sul aparecem com proporções mais próximas de suas dimensões concretas.
A iniciativa ganha peso após a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovar, na sexta-feira (4), uma resolução favorável à projeção Equal Earth. Foram 164 votos a favor, seis abstenções e apenas um contrário, dado pelos Estados Unidos.
União Africana levou mudança à ONU
A proposta aprovada resultou de uma mobilização da União Africana (UA) por mapas que preservem melhor a proporção entre as áreas continentais. O placar transformou uma discussão cartográfica antiga em uma decisão de carga política internacional, embora as deliberações da Assembleia Geral não tenham força de lei.
Ao rejeitar a resolução, Washington ficou isolado na votação destinada a superar distorções associadas à projeção de Mercator. Criado no século 16 para auxiliar a navegação, esse modelo amplia áreas próximas aos polos e faz regiões como a América do Norte e a Groenlândia parecerem maiores do que são em relação à África e à América do Sul.
A Equal Earth reduz essa distorção ao representar as áreas terrestres com proporções mais próximas das reais. Sua adoção também contesta uma imagem do planeta difundida durante séculos a partir de referências europeias e norte-americanas.
Mapas estarão na loja virtual do IBGE
Maria do Carmo Bueno, diretora de Geociências do IBGE, afirmou que a decisão da ONU reforça o trabalho do instituto para acompanhar as inovações cartográficas.
“A adoção da projeção Equal Earth pela ONU reforça a posição da Diretoria de Geociências do IBGE de acompanhar de forma contínua as inovações cartográficas e de adotar representações do mundo que dialoguem com demandas sociais por mais equilíbrio e justiça na forma de mapear o nosso planeta”, disse.
Os mapas lançados de 2024 a 2026 estarão disponíveis no site da loja do IBGE. A resolução da ONU não obriga os países a abandonar outras projeções, mas amplia o respaldo político ao uso de representações que corrigem a redução visual imposta durante séculos à África e à América do Sul.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) libera nesta segunda-feira (7), Dia da Independência, o acesso aos mapas-múndi produzidos pelo órgão entre 2024 e 2026. O material permite consultar representações nas quais a África e a América do Sul aparecem com proporções mais próximas de suas dimensões concretas.
A iniciativa ganha peso após a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovar, na sexta-feira (4), uma resolução favorável à projeção Equal Earth. Foram 164 votos a favor, seis abstenções e apenas um contrário, dado pelos Estados Unidos.
União Africana levou mudança à ONU
A proposta aprovada resultou de uma mobilização da União Africana (UA) por mapas que preservem melhor a proporção entre as áreas continentais. O placar transformou uma discussão cartográfica antiga em uma decisão de carga política internacional, embora as deliberações da Assembleia Geral não tenham força de lei.
Ao rejeitar a resolução, Washington ficou isolado na votação destinada a superar distorções associadas à projeção de Mercator. Criado no século 16 para auxiliar a navegação, esse modelo amplia áreas próximas aos polos e faz regiões como a América do Norte e a Groenlândia parecerem maiores do que são em relação à África e à América do Sul.
A Equal Earth reduz essa distorção ao representar as áreas terrestres com proporções mais próximas das reais. Sua adoção também contesta uma imagem do planeta difundida durante séculos a partir de referências europeias e norte-americanas.
Mapas estarão na loja virtual do IBGE
Maria do Carmo Bueno, diretora de Geociências do IBGE, afirmou que a decisão da ONU reforça o trabalho do instituto para acompanhar as inovações cartográficas.
“A adoção da projeção Equal Earth pela ONU reforça a posição da Diretoria de Geociências do IBGE de acompanhar de forma contínua as inovações cartográficas e de adotar representações do mundo que dialoguem com demandas sociais por mais equilíbrio e justiça na forma de mapear o nosso planeta”, disse.
Os mapas lançados de 2024 a 2026 estarão disponíveis no site da loja do IBGE. A resolução da ONU não obriga os países a abandonar outras projeções, mas amplia o respaldo político ao uso de representações que corrigem a redução visual imposta durante séculos à África e à América do Sul.

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