De OutrasPalavras, 27 de agosto 2026
Por La Storia e le Idee; Tradução: Lucas Scatolini
Por La Storia e le Idee; Tradução: Lucas Scatolini
No nosso mundo interconectado, onde as cadeias de abastecimento globais e os mercados financeiros parecem forças da natureza, é fácil esquecer quão frágil é esse sistema.
Hoje, enquanto as tensões entre grandes potências e o retorno do nacionalismo econômico ameaçam desfazer décadas de integração, a história da Grande Crise entre as duas guerras mundiais emerge não como uma lembrança distante, mas como um alerta urgente. Segundo a análise daquele período realizada pelo historiador Robert Boyce em seu livro “The Great Interwar Crisis and the Collapse of Globalization”, o colapso do sistema econômico global nos anos 1930 não foi um fracasso inevitável do mercado, mas o resultado direto de decisões políticas míopes, profundas rivalidades nacionais e um perigoso vazio de liderança internacional.
Uma Paz Frágil e uma Segurança Inexistente: As Bases Rachadas da Era do pós-guerra
O Tratado de Versalhes foi o emblema dessa fragilidade.
A Conferência de Paz teve de administrar o colapso de nada menos que quatro grandes impérios (Russo, Austro-Húngaro, Alemão e Otomano) e foi uma obra-prima de engenharia política fracassada.
Concebido, sob pressão da França, para punir a Alemanha com perdas territoriais e demográficas significativas, pesadas reparações e a ignomínia da culpa pela guerra, não conseguiu, porém, neutralizá-la permanentemente, deixando-a potencialmente mais forte do que antes em uma Europa de impérios fragmentados, onde o nascimento da Polônia e de outros novos Estados criou vários focos de instabilidade.
As elites civis e militares alemãs, nunca verdadeiramente derrotadas em seu íntimo, permaneceram dedicadas ao revisionismo. O apoio popular à República de Weimar tornou-se, assim, condicionado à sua capacidade de desmantelar os termos do tratado, transformando a política interna alemã em um desafio contínuo à ordem internacional.
Para a França, devastada pela invasão alemã de 1914, a segurança era obviamente a prioridade absoluta. Clemenceau, liberal radical, mas nacionalista convicto, havia buscado garantias claras sobre a fronteira do Reno, vendo-as fracassar devido à oposição anglo-americana. A fragilidade do quadro de segurança tornou-se evidente durante a Crise do Ruhr (1923), quando o primeiro-ministro Raymond Poincaré (visto em Londres como a encarnação do militarismo e da intransigência francesa) ordenou a ocupação militar para forçar os pagamentos alemães. A ação terminou em um fiasco. A crise demonstrou que a França não podia fazer cumprir o tratado sozinha, sob pena de isolamento internacional e encargos financeiros insustentáveis.
Posteriormente, figuras como Aristide Briand, o artífice da paz, buscaram incansavelmente uma saída, tentando restabelecer a Entente com Londres ou integrar a Alemanha. Sua proposta de União Federal Europeia (1929) era uma tentativa de construir sobre o Pacto de Locarno de 1925 e responder ao desafio econômico americano. Entretanto, Briand subordinou a cooperação econômica (que implicaria sacrifícios tarifários) à condição prévia de um sólido quadro de segurança entre os povos. Era uma lógica impecável para Paris: por que renunciar à proteção econômica se faltava a proteção militar? Mas, na prática, essa prioridade política condenou seu projeto desde o nascimento.
Pior ainda, as potências anglo-saxônicas, em particular a Grã-Bretanha, empenharam-se em desmantelar o frágil quadro de segurança europeu, movendo-se imediatamente para aliviar a amarga herança de Versalhes e auxiliando a recuperação da Alemanha e da Áustria. A ideologia dominante, especialmente em Londres e Washington, era um liberalismo extremo, inclinado a rejeitar a velha, honesta, embora cínica, diplomacia de antanho, feita de alianças, tratados secretos e equilíbrio de poder, em favor de um vago “internacionalismo” simbolizado pela Sociedade das Nações.
Mas o internacionalismo era mais uma desculpa para o desengajamento. Os Estados Unidos, com uma abordagem já isolacionista, retiraram-se rapidamente. O Senado americano, liderado por figuras como Henry Cabot Lodge, foi advertido de que envolver-se nas intrigas europeias destruiria o poder americano. Apesar dos esforços do presidente Wilson, sua cruzada pela Sociedade das Nações naufragou em um clima de histeria interna anticomunista, conhecido como Red Scare.
A Grã-Bretanha, por sua vez, retirou-se de um compromisso continental, retornando a uma política imperial e marítima com a adoção da Regra dos Dez Anos (Ten-Year Rule) em 1919, baseada no pressuposto de que não haveria uma guerra importante durante pelo menos uma década, regra que foi continuamente renovada até 1932, quando foi abandonada pelo Governo. Essa decisão foi, porém, imediatamente contestada com a seguinte frase: “isso não deve ser tomado como justificativa para um aumento dos gastos por parte dos serviços de defesa sem levar em consideração a gravíssima situação financeira e econômica” em que o país se encontrava naquele momento devido à Grande Depressão.
Esse duplo abandono criou um clima de profunda insegurança que envenenou a confiança entre as nações, desencorajou os investimentos de longo prazo e levou cada Estado a subordinar a política econômica aos imperativos da segurança nacional. O fracasso em construir uma segurança coletiva deixou o sistema internacional sem uma autoridade capaz de governar não apenas as relações políticas, mas também as econômicas.
O Vazio de Liderança Global: A Recusa da Responsabilidade
Um sistema econômico internacional, para ser estável, necessita de uma potência líder, um hegemon, disposta e capaz de fornecer bens públicos globais: manter os mercados abertos, fornecer liquidez nas crises e atuar como emprestador de última instância.
Antes de 1914, a Grã-Bretanha havia desempenhado esse papel.
No período entre as guerras, esse papel estava perigosamente vago.
A perspicaz análise do historiador econômico Charles Kindleberger capta o cerne do problema.
A depressão de 1929 foi tão vasta, tão profunda e tão longa porque o sistema econômico internacional foi tornado instável pela incapacidade britânica e pela relutância dos Estados Unidos em assumir a responsabilidade de estabilizá-lo… Em 1929, os britânicos não podiam e os Estados Unidos não queriam.
Charles Kindleberger
A posição da Grã-Bretanha era ambígua. Embora tivesse contribuído mais do que qualquer outra potência para a reconstrução econômica do pós-guerra, seu declínio relativo era inegável. O país estava dilacerado por um conflito interno entre os interesses financeiros internacionalistas da City de Londres e os da indústria manufatureira, cada vez mais orientada ao protecionismo. Essa divisão levou a políticas incoerentes e a um gradual recuo em direção a um bloco comercial imperial.
A política externa americana foi ainda mais desestabilizadora. Washington comportou-se como uma potência que exigia “direitos políticos e econômicos sem aceitar as responsabilidades correspondentes”, uma política mal concebida, que representava uma tentativa deliberada de permanecer fiel aos “preceitos dos Pais Fundadores de evitar envolvimentos políticos na Europa”, ao mesmo tempo em que reivindicava os benefícios de uma economia global.
Essa ideologia manifestou-se de duas maneiras particularmente destrutivas: de um lado, políticas tarifárias agressivas, culminando no desastroso Smoot-Hawley Tariff Act de 1930, que desencadeou uma guerra comercial global; de outro, a recusa obstinada em vincular as dívidas de guerra devidas pelos aliados às reparações devidas pela Alemanha, criando um círculo vicioso financeiro que estrangulou a economia europeia. A política americana era internamente coerente com sua ideologia isolacionista, mas externamente catastrófica.
Um sistema econômico internacional, para ser estável, necessita de uma potência líder, um hegemon, disposta e capaz de fornecer bens públicos globais: manter os mercados abertos, fornecer liquidez nas crises e atuar como emprestador de última instância.
Antes de 1914, a Grã-Bretanha havia desempenhado esse papel.
No período entre as guerras, esse papel estava perigosamente vago.
A perspicaz análise do historiador econômico Charles Kindleberger capta o cerne do problema.
A depressão de 1929 foi tão vasta, tão profunda e tão longa porque o sistema econômico internacional foi tornado instável pela incapacidade britânica e pela relutância dos Estados Unidos em assumir a responsabilidade de estabilizá-lo… Em 1929, os britânicos não podiam e os Estados Unidos não queriam.
Charles Kindleberger
A posição da Grã-Bretanha era ambígua. Embora tivesse contribuído mais do que qualquer outra potência para a reconstrução econômica do pós-guerra, seu declínio relativo era inegável. O país estava dilacerado por um conflito interno entre os interesses financeiros internacionalistas da City de Londres e os da indústria manufatureira, cada vez mais orientada ao protecionismo. Essa divisão levou a políticas incoerentes e a um gradual recuo em direção a um bloco comercial imperial.
A política externa americana foi ainda mais desestabilizadora. Washington comportou-se como uma potência que exigia “direitos políticos e econômicos sem aceitar as responsabilidades correspondentes”, uma política mal concebida, que representava uma tentativa deliberada de permanecer fiel aos “preceitos dos Pais Fundadores de evitar envolvimentos políticos na Europa”, ao mesmo tempo em que reivindicava os benefícios de uma economia global.
Essa ideologia manifestou-se de duas maneiras particularmente destrutivas: de um lado, políticas tarifárias agressivas, culminando no desastroso Smoot-Hawley Tariff Act de 1930, que desencadeou uma guerra comercial global; de outro, a recusa obstinada em vincular as dívidas de guerra devidas pelos aliados às reparações devidas pela Alemanha, criando um círculo vicioso financeiro que estrangulou a economia europeia. A política americana era internamente coerente com sua ideologia isolacionista, mas externamente catastrófica.

O Confronto entre Nacionalismos: A Espiral da Desconfiança
Na ausência de uma liderança coesa e de um quadro de segurança confiável, as percepções nacionais e os preconceitos profundamente arraigados prevaleceram. As divergências políticas transformaram-se em antagonismos insolúveis, alimentados por uma espiral de desconfiança recíproca que tornou impossível qualquer forma de cooperação.
A dinâmica franco-britânica foi particularmente destrutiva.
A França, traumatizada por duas invasões em menos de cinquenta anos, como dissemos, estava obcecada pela segurança e via em toda tentativa de revisão do Tratado de Versalhes uma ameaça existencial.
A Grã-Bretanha, por outro lado, percebia a França como uma potência “militarista” e hegemônica. Não era uma simples avaliação equivocada, mas o produto de uma visão de mundo arraigada: a autopercepção britânica como potência imperial e marítima, para a qual a Europa era uma distração, uma rivalidade histórica com a França, com muitos de seus estadistas afligidos por uma crônica e irracional francofobia. Figuras proeminentes como Ramsay MacDonald, que ocupou Downing Street quatro vezes no período entre as guerras, alimentavam suspeitas perversas em relação aos franceses, suspeitas amplamente compartilhadas por seus compatriotas. Os franceses eram os “primos latinos”, espertos, materialistas, não confiáveis, que haviam arrastado a fleumática e confiante Grã-Bretanha para sua guerra pessoal.
Esse preconceito racial (que Boyce define como um elemento constitutivo da crise entre as guerras) obscureceu a visão estratégica britânica. O Reino Unido havia entrado na guerra não por generosidade para com a “pequena Bélgica” ou a França, mas por suas necessidades inadiáveis de segurança contra a hegemonia alemã, e, no entanto, depois do Armistício, os líderes políticos persistiram em negar essa realidade.
Essa mentalidade levou Londres a adotar uma política de apaziguamento em relação à Alemanha, vista como um contrapeso natural à suposta arrogância francesa. O revisionismo alemão foi sistematicamente alimentado pela evidente divisão entre as potências vencedoras. A falta de uma frente anglo-francesa unida encorajou Berlim a desafiar continuamente a ordem de Versalhes, sabendo que poderia explorar as simpatias britânicas e o isolacionismo americano.
Creio que a civilização… só pode ser salva pela cooperação entre os anglo-saxões; não podemos contar com as outras raças.
Mensagem do presidente dos EUA Hoover a Ramsay MacDonald, primeiro-ministro britânico, 27 de janeiro de 1932
A crescente tensão política traduziu-se inevitavelmente em nacionalismo econômico. A falta de confiança levou as nações a “subordinar suas políticas econômicas à segurança nacional”. O resultado foi um protecionismo generalizado, a busca por blocos comerciais regionais ou imperiais e o fim de toda cooperação monetária séria. A espiral de desconfiança e nacionalismo tornou impossível distinguir entre crise política e crise econômica. Elas haviam se tornado a mesma coisa, uma “dupla crise” que se retroalimentava.
Na ausência de uma liderança coesa e de um quadro de segurança confiável, as percepções nacionais e os preconceitos profundamente arraigados prevaleceram. As divergências políticas transformaram-se em antagonismos insolúveis, alimentados por uma espiral de desconfiança recíproca que tornou impossível qualquer forma de cooperação.
A dinâmica franco-britânica foi particularmente destrutiva.
A França, traumatizada por duas invasões em menos de cinquenta anos, como dissemos, estava obcecada pela segurança e via em toda tentativa de revisão do Tratado de Versalhes uma ameaça existencial.
A Grã-Bretanha, por outro lado, percebia a França como uma potência “militarista” e hegemônica. Não era uma simples avaliação equivocada, mas o produto de uma visão de mundo arraigada: a autopercepção britânica como potência imperial e marítima, para a qual a Europa era uma distração, uma rivalidade histórica com a França, com muitos de seus estadistas afligidos por uma crônica e irracional francofobia. Figuras proeminentes como Ramsay MacDonald, que ocupou Downing Street quatro vezes no período entre as guerras, alimentavam suspeitas perversas em relação aos franceses, suspeitas amplamente compartilhadas por seus compatriotas. Os franceses eram os “primos latinos”, espertos, materialistas, não confiáveis, que haviam arrastado a fleumática e confiante Grã-Bretanha para sua guerra pessoal.
Esse preconceito racial (que Boyce define como um elemento constitutivo da crise entre as guerras) obscureceu a visão estratégica britânica. O Reino Unido havia entrado na guerra não por generosidade para com a “pequena Bélgica” ou a França, mas por suas necessidades inadiáveis de segurança contra a hegemonia alemã, e, no entanto, depois do Armistício, os líderes políticos persistiram em negar essa realidade.
Essa mentalidade levou Londres a adotar uma política de apaziguamento em relação à Alemanha, vista como um contrapeso natural à suposta arrogância francesa. O revisionismo alemão foi sistematicamente alimentado pela evidente divisão entre as potências vencedoras. A falta de uma frente anglo-francesa unida encorajou Berlim a desafiar continuamente a ordem de Versalhes, sabendo que poderia explorar as simpatias britânicas e o isolacionismo americano.
Creio que a civilização… só pode ser salva pela cooperação entre os anglo-saxões; não podemos contar com as outras raças.
Mensagem do presidente dos EUA Hoover a Ramsay MacDonald, primeiro-ministro britânico, 27 de janeiro de 1932
A crescente tensão política traduziu-se inevitavelmente em nacionalismo econômico. A falta de confiança levou as nações a “subordinar suas políticas econômicas à segurança nacional”. O resultado foi um protecionismo generalizado, a busca por blocos comerciais regionais ou imperiais e o fim de toda cooperação monetária séria. A espiral de desconfiança e nacionalismo tornou impossível distinguir entre crise política e crise econômica. Elas haviam se tornado a mesma coisa, uma “dupla crise” que se retroalimentava.
A Dupla Crise: Quando a Economia Sucumbe à Política
O conceito de “dupla crise” é fundamental para compreender a catástrofe entre as guerras.
O colapso econômico e o político não foram eventos separados, mas duas faces da mesma moeda, ligados por uma relação causal que “corria em ambas as direções”. Não é possível afirmar que a crise econômica tenha causado a política, ou vice-versa; as duas alimentaram-se mutuamente em uma espiral mortal.
O colapso de Wall Street em outubro de 1929 não foi a causa inicial da crise global, mas um catalisador que transformou uma recessão em uma depressão catastrófica. Já antes do colapso, o boom especulativo americano havia produzido efeitos desestabilizadores, atraindo capitais da Europa e obrigando os bancos centrais europeus a aumentar as taxas de juros para defender suas moedas.
O colapso do Credit-Anstalt na Áustria, em maio de 1931, a crise da Libra Esterlina em setembro, o default da França sobre as dívidas de guerra em dezembro de 1932, são todas etapas que se somam no fracasso da Conferência Econômica Mundial de Londres de junho-julho de 1933.
Roosevelt recusa qualquer estabilização cambial de curto prazo, marcando o fim de toda esperança de cooperação internacional, deixando o mundo dividido em blocos monetários e comerciais concorrentes e levando também ao fracasso político da Conferência Mundial sobre o Desarmamento, que havia começado com grandes esperanças em fevereiro de 1932.
O desespero econômico forneceu, assim, terreno fértil para o extremismo. A crise esticou as divisões internas entre os vencedores, levando os nacionalistas alemães a tirar proveito delas. A economia deprimida e o quadro de segurança fragmentado encorajaram o revisionismo no Japão, na Itália e na Alemanha, onde Hitler, que havia obtido 11,3 milhões de votos em 1932, retirou a Alemanha da Conferência sobre o Desarmamento e da Sociedade das Nações em outubro de 1933, depois que o Japão já havia saído dela em março, após a invasão da Manchúria.
Era o fim de toda ilusão.
Conclusão: Lições do Interregno para o Mundo de Hoje
A primeira era da globalização não morreu de causas naturais. Não desmoronou sob o peso de forças econômicas impessoais ou de ciclos inevitáveis do mercado. Foi ativamente demolida por uma série de fracassos políticos catastróficos: a construção de uma paz sem segurança, a abdicação da responsabilidade por parte das potências líderes e o triunfo dos nacionalismos alimentados por preconceitos e medos. A economia global foi a vítima, não a causa, da política internacional.
Nesse contexto, emerge um argumento contraintuitivo sobre o papel do “liberalismo”.
O projeto liberal anglo-saxão baseava-se na convicção de que a restauração dos mecanismos da globalização econômica — o padrão-ouro, o livre-comércio — conduziria naturalmente à paz e à estabilidade. Foi um erro de cálculo catastrófico. Ao promoverem uma rápida reintegração financeira enquanto simultaneamente desmantelavam as estruturas de segurança, os líderes liberais criaram um sistema com máxima conectividade e mínima capacidade de absorção de choques: um edifício imponente sem fundações.
O paradoxo é evidente: a própria ideologia destinada a garantir a paz tornou, ao contrário, a economia mundial hipervulnerável aos choques políticos que o próprio liberalismo estava contribuindo para desencadear.
Quando a crise atingiu, não havia mecanismos políticos para administrá-la. As causas da catástrofe, portanto, não foram econômicas em seu cerne, mas eminentemente políticas.
Bibliografia
Robert Boyce
The Great Interwar Crisis and the Collapse of Globalization
Palgrave Macmillan, 2009

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