Pages

Educação: as Humanidades diante do colapso

A totalitarismo do século XX retorna com nova parafernália tecnológica e reflete-se nas escolas. Moldados pelas telas e redes sociais, como os alunos percebem sua própria época e desenvolvem ideias críticas? Quem “doutrina” mais: o professor de História ou o influencer?


De OutrasPalavras, 17 de agosto 2026



Imagem: Eryn Lougheed

A Educação em um presente em ebulição

Em uma manhã frenética entre salas de aula e muitas turmas, entrei em um sexto ano da escola em que leciono para falar sobre as antiguidades plurais do Oriente Médio. Perante trinta e tantos alunos, ministrava a disciplina de História quando um pequeno levantou a mão e disse: “Professor, sempre vem uma catástrofe depois de uma catástrofe, depois de uma catástrofe…”, e sua feição tornou-se resignada. Naquele momento me acendeu um alerta.

Apesar de estarmos discutindo a temática da escravidão antiga e a diferença com a escravização moderna, além dos sofrimentos que eram infligidos aos sujeitos e aos povos oprimidos de todas as épocas, aquela fala me angustiou. A palavra “catástrofe” no tocante à vida cotidiana das maiorias e a sua repetição na percepção intelectual de uma criança… “Sinal dos tempos”, pensei e engoli a seco.

Hoje, percebemos com certo atraso que entramos, silenciosamente, em uma era em que as características históricas do fascismo clássico, aquele pretensamente derrotado após a II Guerra Mundial, encontraram-se com a parafernália hiper tecnológica a que todos estamos submetidos por forças externas.

E a conjuntura anuncia uma nova catástrofe – a conta-gotas – incitada por uma extrema-direita internacional capitaneada pelos Estados Unidos da América e seus asseclas do Vale do Silício, ganhando fôlego e avançando sem maiores resistências diante das débeis democracias liberais que, capengas, soçobram de pé, além de instituições e órgãos internacionais como a ONU, desprovidos de um anseio combativo diante da barbárie que nos arrasta.

Vivemos, portanto, uma era de urgências, onde o avanço tecnológico caminha pari passu com fundamentalismos religiosos violentos e uma ausência de engajamento dentro dos antigos espaços de militância e prática política, quando não nos períodos eleitorais.

Não por acaso, as maiorias tornam-se dessensibilizadas perante os fatos veiculados nas telas de seus celulares, onde brutalidades inúmeras ganham a atenção por apenas alguns segundos, quando o próximo fato aparece para se sobrepor àquele: é a “lógica do Big Data”, chave de reflexão crítica proposta pelo filósofo sul-coreano Byung-Chul Han.

Não obstante, some-se a este processo certa complacência e mesmo um desejo de aniquilação do Outro (do imigrante, palestino, homossexual, etc.) retroalimentado pelas mesmas telas e suas redes sociais, a caótica maquinaria que as gerações mais novas têm utilizado sem saber a procedência (seus idealizadores e articuladores) e a sua finalidade. “Gerações mais novas”, leiam-se: o alunado em sala de aula.

Nos encontramos em um interregno obscuro dadas as expectativas de alguns anos atrás. As gerações permanecem, à revelia e exaustas, dentro de nossas escolas presenciando e vivendo este tempo. O problema que trago, inicialmente, é: qual será o impacto dessa conjuntura no futuro da Educação brasileira?
A escola como reflexo da sociedade

Pensemos nas escolas, por um momento. Paremos para refletir a razão para a quantidade aterradora de acontecimentos perturbadores que temos assistido acerca do tratamento dado aos professores e professoras (evidência da misoginia e do machismo à brasileira) nos últimos anos. Os exemplos são inúmeros e sinalizam a realidade que bate à porta, ao menos quando pensamos no âmbito do Brasil e da América Latina, região que caminha a passos largos para tornar-se um quintal neocolonial dos EUA.

Esses exemplos têm diferentes procedências: de policiais militares invadindo corredores escolares na busca por atividades acerca das religiões de matrizes africanas, alimentados pelo extremismo cristão e imbuídos de uma aversão à diversidade religiosa, um dos pilares do ensino público e laico; até alunos que desrespeitam docentes em níveis criminosos, inserindo cacos de vidro em um copo d’água direcionada à sua professora.

Isso sem contar o cotidiano exaustivo e burocrático enfrentado pelos docentes que de tudo fazem, como se responsáveis fossem pela trajetória externa do alunado e seu pretenso projeto de existência, menos incitá-lo a refletir sobre a sua época e o mundo em que vive. O Estado de São Paulo é ótimo exemplo.

Não entremos, então, na seara das militarizações do ambiente escolar e das tentativas legislativas, mercadológicas e religiosas do chamado homeschooling, proposta enxergada por muitas famílias como uma solução para aquilo que entendem ser a “doutrinação” de professores em sala de aula – sobre a qual abordarei adiante. Sabemos bem que o caldo sempre entorna quando terminologias em inglês aparecem nesses tristes trópicos, tendo como alvo aqueles que refletem sobre a realidade circundante.

O professorado tem vivido dias perturbadores que anunciam o colapso generalizado da Educação brasileira, para permanecermos nessas latitudes. Colapso de uma educação séria, comprometida, laica e plural que poderia ter sido, mas nunca foi em sua inteireza. Tal perturbação é sentida não apenas no dispêndio do Estado e seus órgãos institucionais contra esse “campo” em disputa, mas também no “chão de fábrica”, nos corredores das escolas públicas e privadas.

Quando entramos nesses espaços, nos defrontamos com a sua realidade local, comunitária e familiar. Elemento indispensável ao lermos a realidade escolar como um reflexo da sociedade em que vivemos para além da instituição em si e sua proposta pedagógica, tudo isso em um tempo que desliza pelos dedos de nossas mãos.
As humanidades como alvo

Como pesquisador e professor de História, anseio uma reflexão profunda para além dos conteúdos da disciplina ministrada, buscando na noção de “tempo histórico” a chave para compreender o colapso anunciado e os rumos de uma sociedade em disputa. Acerca dela, outros tantos problemas vão surgindo, como a percepção dos alunos sobre a sua própria época, sobre temporalidades passadas e conjunturas que, muitas vezes, são percebidas como ficções desinteressantes e fantasiosas às crianças concentradas em uma sala de aula.

Quando não, encontramos em suas cabecinhas certa resistência e percepções moldadas por familiares e suas redes de sociabilidade. Contraditoriamente, esses mesmos pais e responsáveis almejam uma “boa educação” aos seus filhos, enquanto detratam o docente que lá está, um especialista atento ao conteúdo teórico da disciplina, percebido, agora, como um alvo a ser socialmente abatido por preconceitos diversos alimentados pelo senso comum. Quando falamos sobre as humanidades dentro do ambiente/currículo escolar, então, outros tantos obstáculos são percebidos pelo educador engajado em seu ofício de ensinar criticamente acerca da realidade.

Professores de História não doutrinam alunos, mas argumentam com eles sobre as contradições de um país nascido de uma colônia de exploração, como o Brasil, onde não havia a possibilidade de se construir uma nação com expectativas igualitárias e solidárias ao seu povo – que não aquela prevista pelos setores dominantes de sua economia. A violência e as brutalidades transcorridas em tempos passados contra este mesmo povo, no entanto, não são muitos distintas das atuais.

Lembremos que “doutrinar” não é o papel do professor, mas de pastores, padres, rabinos e ideólogos político-partidários (os “influencers” de hoje). No entanto, a ideia de que o professor é um inimigo público não apenas corrói a mentalidade da elite desde antes, como, hoje em dia, domina o pensamento de parcelas consideráveis da população brasileira, das classes médias às maiorias pobres.

As tecnologias do Norte se encontram, aqui, com a matéria-prima do professor: o aluno em formação. E antes de compreendê-la como parte integrante da deformação produzida nesses mesmos intelectos, notemos qual o primeiro local onde essa tecnologia é utilizada e como ela age na racionalidade humana.

O ambiente doméstico e a família, espaços apregoados de discriminações, preconceitos, polaridades ideológicas desconexas e uma ausência de reflexão crítica sobre a realidade. Ambientes onde há muita gente dessensibilizada perante um cruento cotidiano de desigualdades e injustiças: um terreno fértil para o neofascismo à brasileira.

A massa que gesta a criança brasileira, o futuro cidadão que participará da urbe, como nos ensinou o antropólogo Darcy Ribeiro, “chega à escola com um raciocínio desenvolvido de acordo com as referências de sua comunidade. Para dominar a cultura da cidade e dos livros, ela precisará aprender a pensar na língua própria dessa cultura”. Mas, e quando se odeia tanto a própria cultura, ou desconhece-a, percebida como mais uma “narrativa política”, além do orgulho nutrido da própria ignorância, quando pensamos o bolsonarismo, tão fecundo em muitos lares do Brasil?

Como escreveu o filósofo Vladimir Safatle, cirurgicamente: “Não por acaso, as primeiras ações da extrema direita no poder são normalmente contra universidades, escolas e o campo da cultura. Por que é necessário reorientar as formas de reprodução material das sensibilidades, ela precisa recompor radicalmente os circuitos sociais dos afetos e nada mais urgente do que levar tal luta para os campos da formação social, para as instituições da cultura e da pedagogia”.

Compreendo que professores de História, ademais, tentam construir um universo de sentido entorno da noção de tempo histórico, apresentando potencialidades e expectativas sobre o futuro próximo. Construir um horizonte alternativo a partir da leitura que se faz, em sala de aula, de seu passado. É nesse momento que o fascismo encontra resistências.

Quando se propõe a incitar o alunado à reflexão crítica sobre a realidade circundante, o sistema econômico e as questões de ordem social e política, partindo do tempo presente ao passado, algumas luzes vermelhas se acendem diante de um mestre que começa uma aula, muitas vezes, nas entranhas da autocensura e atento ao restante da burocracia escolar.

Nada é “por acaso” dentro da escola: nem as inúmeras violências, nem a ausência de pensamento ou leitura crítica sobre o mundo. Quem são, onde estão e o que fazem esses alunos após findado o horário dos estudos? O que consomem e quais espaços frequentam com os membros de sua comunidade/bairro/grupo? Vivemos escolas e um país em disputa. Enquanto escrevo essas palavras, o neofascismo que avança traça um horizonte distópico para todos, com atenção às novas gerações que se encontram dentro do ambiente escolar, e lá fora, com seus celulares em punho.
Tecnologia, neofascismo e a noção de tempo histórico

A razão do sujeito humano, da criança em formação, carece do estudo da História como um direito humano à memória e ao conhecimento plural da realidade – sobre o povo de seu país e de todos os povos e suas diversidades espalhados pelo mundo, entre resistências e opressões, lutas e agruras experimentados ao longo do tempo.

De acordo com Byung-Chul Han, é daí que surge a compreensão abstrata – e intelectual – do “começo e o fim de um processo” que formam certa “conexão” com sentido, uma unidade doadora de sentido. E a narração torna-se um importante elemento deste processo: narram-se os tempos, as mudanças e permanências, questionando-os.

Para o autor, estamos dispersos e anestesiados, por que incapazes de parar por um instante e refletir. Não há mais tempo para reflexões aprofundadas acerca dos problemas do mundo: “a aceleração total ocorre em um mundo onde tudo se tornou aditivo e cada tensão narrativa, cada tensão vertical, foi perdida”. A lógica de nossa época, a lógica dos Big Data, “é uma era sem razão”.

Portanto, só há um espaço que permanece como resistência a este mundo tragado pelo neoliberalismo, o avanço incessante da hiper tecnologia que acarreta a destruição ambiental degradadora da vida e dos fundamentalismos religiosos: as escolas, e dentro de seus currículos, algumas poucas horas para debater este mundo. É nas humanidades, na História, Geografia, Filosofia e Sociologia que isso ocorre. Não é à toa que são as mais atacadas.

Mais que uma mera doutrinação acerca dos campos políticos em disputa (sobre os quais o professor deve, sim, dominar), como imaginam muitos, não é seu papel incitar ou debater eleições, personas políticas e suas querelas. Em um tempo onde a política tornou-se espetáculo, a própria racionalidade política em busca do bem-estar coletivo se perdeu. Nasce um tempo “sem razão”, como apontou Byung-Chul Han.

Duas forças agem como elementos fomentadores neste caso: o mercado e a religião. Compreendida como perigo em potencial, a escola é percebida pelas forças econômicas externas e domésticas, tornando-se, gradualmente, mais uma empresa a ser gerida – logo, controlada. A lógica neoliberal de mercado consome a todos. Não é à toa que muitos governos almejam o fim do ensino público e mesmo das escolas privadas, como hoje se apresentam.

Já o tempo histórico passa a ser lido como apêndice da cosmovisão religiosa de parcelas consideráveis dos alunos, que trazem de seus lares, do âmbito privado de sua fé, as marcas do pretenso universalismo cristão de caráter totalitário. A disciplina de História e a pluralidade de visões acionada pelo currículo parece “estar no caminho” da verdadeira doutrinação ocorrida em templos e suas igrejas-empresas.

Tanto a lógica de mercado como a cosmovisão religiosa são abraçados pelo mundo virtual, produzindo uma contramarcha que avança sobre as escolas e as novas gerações. Como tudo é espetáculo, e a política não fica para trás, há, finalmente, “uma politização da vida em todas as suas dimensões, que esperávamos ser possível apenas em situação de reconciliação social e emancipação coletiva. Só que agora essa politização marcha contra nós”, aponta Vladimir Safatle.

O futuro da Educação e a percepção das temporalidades históricas


O Brasil sob Lula III (2022-2026) perde tempo em tentar dialogar com os novos donos do mundo, esses bilionários e suas companhias, os “anjos tronchos do Vale do Silício, desses que vivem no escuro em plena luz”, como compôs Caetano Veloso, em 2021. Se a Lei nº 15.100/2025, promulgada por este governo, que proíbe telefones celulares nas escolas, parece auxiliar o trabalho docente e das equipes gestoras, o mundo lá fora caminha em direção à escuridão sobre a compreensão crítica do mundo e da realidade que se despedaça.

Não obstante, essa utilização desregrada de smartphones nas escolas, agora interrompida (mas sempre desrespeitada por alunos e responsáveis, deixando absorto o docente em seu ofício), permanece como uma regra nos espaços privados e no cotidiano de todos.

Se a desesperança cresce perante o árido realismo capitalista, a única saída seriam as próximas gerações encontrarem a solução para as catástrofes que se repetem. Essa solução passa pelo ensino e pela busca por um conhecimento sistematizado, dotado de sentido, sobre a realidade social que por todos é construída, mesmo por aqueles que almejam a sua destruição, a aniquilação de grupos sociais diferentes e um Estado com feições suicidárias, como explicou Safatle em obra supracitada.

Não é por acaso que as humanidades são constantemente vilipendiadas por forças políticas à direita e mesmo pela burocracia do Estado e suas ramificações em governos de centro-esquerda, tanto em tempos ditatoriais (1964-1985), como em conjunturas democráticas, em seu sentido institucional, como o vivido após a promulgação da Constituição de 1988.

Como argumentam as historiadoras Elza Nadai e Circe Bittencourt, há um explícito “desprestígio” da comunidade escolar perante tais disciplinas. No caso da História e da percepção que o alunado tem acerca das múltiplas temporalidades, seus ritmos e durações, a situação se complexifica, embasada nesse desprestígio que só avançou entre as famílias e por grande parte da sociedade acometida pelo ódio à cultura e ao conhecimento científico.

Portanto, como apontam as autoras, na contramão dessa avalanche deletéria proporcionada dos elementos citados, existiria uma preocupação premente de historiadores e professores em “compreender nosso universo social pelas forças de mudança e resistência à mudança, suas rupturas e continuidades”, percebendo que “o cotidiano escolar demonstra, entretanto, uma ‘resistência’ às ‘mudanças’”.

Quando Nadai e Bittencourt escreveram sobre a necessidade de se “refletir sobre o sentido político e social da disciplina histórica”, em 2009, sendo a noção de tempo histórico central à sua argumentação, não estavam diante da toxicidade perversa que se abateu sobre o mundo pós-pandêmico no Brasil, onde os sujeitos tiveram as suas estruturas de sensibilidade “talhadas no fogo da indiferença e da dessensibilização”, apontado por Safatle.

Por um acaso, não é papel do professor de História sensibilizar os estudantes no tocante às disparidades, contradições e injustiças que corroeram indivíduos e populações ao largo dos séculos? É aí que mora a resistência apontada pelas pesquisadoras.

Apontamentos finais: o combate ao neofascismo e a escola


Esse fascismo com novas roupagens não tem apenas um projeto de governo, apesar de muitos fascistas se deleitarem com a boa vida que levam em seus cargos públicos ou na eterna busca deles dentro de democracias liberais, mas um projeto de sociedade: a construção de uma outra ordem sensível, produzindo uma “dessensibilização genérica” através dos poros sociais, onde a barbárie cotidiana passa ser naturalizada.

As coisas são como são, como alguma divindade almejou ou como a ordem econômica dita. Essa união entre a ausência de pensamento (e de leitura) crítica acerca da própria realidade e dos sentidos históricos que ela constrói são percebidas, hoje, no ambiente escolar, como um sinal vermelho desses tempos sombrios.

No passado, Darcy Ribeiro escreveu que “o descaso mais vil e o desinteresse mais crasso pelo destino dos pobres é traço autêntico do caráter nacional brasileiro”. Tal reflexão amparava-se no debate sobre o alunado e a educação pública, em especial. Hoje, apesar do descaso permanecer, a escola tem se transformado em um laboratório de experimentações, um espaço de disputa pelas gerações que se encontram nas escolas públicas e privadas do país.

A predileção é que esse aluno pobre saiba somar e multiplicar, assinar o nome, redigir parágrafos e aprender o inglês, a língua do Norte, primordialmente. Assim como há interesses perversos da classe dominante empresarial em promover atitudes e sensibilidades distorcidas em instituições privadas – meritocráticas, técnicas e maquínicas – onde a ausência das humanidades e da discussão sobre a realidade social torna-se a regra. Estuda-se apenas para competir em um mercado saturado, adoentado e desigual.

Por fim, quando um aluno do sexto ano do ensino fundamental percebe que catástrofes sociais – como a escravização de pessoas – se repetem, de século em século, o professor compreende que há rachaduras nesse processo ideológico em curso, no projeto de sociedade insensível ao sofrimento do Outro que almeja o neofascismo.

Portanto, através das “armas da crítica”, resta ao professorado desvelar como essa catástrofe foi e é produzida pelos próprios sujeitos a partir de suas estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais inseridas em um tempo histórico específico – e os meios de evitá-la. Desvelando assim o tempo presente e o valor que o tempo cotidiano tem na cultura atual, medida pela produtividade e pela otimização do trabalho. Uma vida desprovida de sentido, expectativas e esperanças.

Atento ao impacto do neofascismo na Educação brasileira, uma indagação permanece: evitaremos o seu colapso, como mais uma catástrofe anunciada?

Referências Bibliográficas

BITTENCOURT, Circe; NADAI, Elza. Repensando a noção de tempo histórico no ensino. In: PINSKY, Jaime. O ensino da História e a criação do fato. São Paulo, Contexto, 2009.

HAN, Byung-Chul. Psicopolítica: o Neoliberalismo e as novas técnicas de poder. São Paulo, Editora Âyné, 2023.

RIBEIRO, Darcy. Educação como Prioridade. São Paulo, Global Editora, 2018.

SAFATLE, Vladimir. A Ameaça Interna: Psicanálise dos novos fascismos globais. São Paulo, Ubu Editora, 2026.

Nenhum comentário:

Postar um comentário