Da Revista Forum, 13 de junho 2026
Amorte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, o Niño Guerrero, foi tratada pelo governo dos EUA como um recado direto à América Latina. Apontado como principal líder da facção venezuelana Tren de Aragua, ele foi morto em uma operação militar anunciada na noite de sexta-feira (12) por Washington e Caracas.
Neste sábado (13), o Pentágono afirmou que a ação envia uma “mensagem clara” à região. Patrick Weaver, subchefe de gabinete do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, escreveu nas redes sociais que “não há refúgio para narcoterroristas em nosso hemisfério” e disse que o Departamento de Defesa seguirá atuando na América Latina.
O presidente Donald Trump também comemorou a operação. Segundo ele, o ataque foi “rápido e letal” e executado pelo Comando Sul dos Estados Unidos, em cooperação com autoridades venezuelanas. O republicano publicou um vídeo curto que mostra uma explosão em uma área cercada por vegetação. As imagens não permitem identificar pessoas no local.
Caracas confirmou a morte logo depois. De acordo com o regime venezuelano, a operação ocorreu no estado de Bolívar, no sudeste do país, e envolveu confrontos com integrantes de estruturas do crime organizado.
Pressão sobre o Brasil
A ofensiva dos EUA contra o Tren de Aragua ocorre no mesmo momento em que Washington amplia a pressão sobre facções brasileiras. No último dia 5 de junho, o Departamento de Estado passou a classificar o PCC e o Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente Designados.
A medida foi impulsionada pelo lobby de Flávio e Eduardo Bolsonaro junto ao governo Trump. No Brasil, autoridades e especialistas alertam que a decisão pode ter efeitos que vão além do combate ao crime organizado.
O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, defendeu a cooperação internacional em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas, mas afirmou que ela não pode servir de pretexto para ingerência externa. “Pretexto para intervenção é inaceitável”, disse.
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública também critica a classificação e aponta riscos para a soberania, o sistema financeiro e os mecanismos de cooperação policial entre Brasil e Estados Unidos.
Já o promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco de São Paulo, afirmou que enquadrar facções brasileiras como terroristas pode deslocar o combate ao crime da esfera policial para a militar e abrir brecha para ações unilaterais em território brasileiro.
A crítica central é que PCC e CV são organizações criminosas de perfil mafioso, com domínio territorial, infiltração estatal e atuação econômica, mas não se enquadram no conceito jurídico internacional de terrorismo adotado pela maioria dos países.
Neste sábado (13), o Pentágono afirmou que a ação envia uma “mensagem clara” à região. Patrick Weaver, subchefe de gabinete do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, escreveu nas redes sociais que “não há refúgio para narcoterroristas em nosso hemisfério” e disse que o Departamento de Defesa seguirá atuando na América Latina.
O presidente Donald Trump também comemorou a operação. Segundo ele, o ataque foi “rápido e letal” e executado pelo Comando Sul dos Estados Unidos, em cooperação com autoridades venezuelanas. O republicano publicou um vídeo curto que mostra uma explosão em uma área cercada por vegetação. As imagens não permitem identificar pessoas no local.
Caracas confirmou a morte logo depois. De acordo com o regime venezuelano, a operação ocorreu no estado de Bolívar, no sudeste do país, e envolveu confrontos com integrantes de estruturas do crime organizado.
Pressão sobre o Brasil
A ofensiva dos EUA contra o Tren de Aragua ocorre no mesmo momento em que Washington amplia a pressão sobre facções brasileiras. No último dia 5 de junho, o Departamento de Estado passou a classificar o PCC e o Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente Designados.
A medida foi impulsionada pelo lobby de Flávio e Eduardo Bolsonaro junto ao governo Trump. No Brasil, autoridades e especialistas alertam que a decisão pode ter efeitos que vão além do combate ao crime organizado.
O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, defendeu a cooperação internacional em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas, mas afirmou que ela não pode servir de pretexto para ingerência externa. “Pretexto para intervenção é inaceitável”, disse.
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública também critica a classificação e aponta riscos para a soberania, o sistema financeiro e os mecanismos de cooperação policial entre Brasil e Estados Unidos.
Já o promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco de São Paulo, afirmou que enquadrar facções brasileiras como terroristas pode deslocar o combate ao crime da esfera policial para a militar e abrir brecha para ações unilaterais em território brasileiro.
A crítica central é que PCC e CV são organizações criminosas de perfil mafioso, com domínio territorial, infiltração estatal e atuação econômica, mas não se enquadram no conceito jurídico internacional de terrorismo adotado pela maioria dos países.

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