Do GGN, 11 de maio 2026
Por Camila Bezerra
Uma inspeção sanitária realizada no fim de abril na fábrica da Ypê, em Amparo, no interior de São Paulo, revelou irregularidades classificadas como graves pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do estado. O caso será julgado nesta quarta-feira (13) pela diretoria colegiada da agência, que decidirá se mantém a suspensão de fabricação e venda de lotes da marca.
O relatório da Anvisa aponta falhas em etapas críticas do processo produtivo, com descumprimentos nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade. As imagens anexadas ao documento mostram equipamentos com sinais de corrosão utilizados na fabricação de detergentes e lava-roupas líquidos, além de problemas no estado de conservação do tanque de manipulação de produtos para lavar louças.
Os fiscais também flagraram restos de produtos armazenados e devolvidos às linhas de envase, o que representa risco de contaminação do que chega às prateleiras.
O achado mais preocupante, porém, está nos registros microbiológicos da própria empresa: entre dezembro de 2025 e abril de 2026, a Ypê registrou resultados fora da especificação em 80 lotes de produtos acabados, incluindo testes positivos para a bactéria Pseudomonas aeruginosa.
Apesar disso, os lotes não foram reprovados pelo controle de qualidade interno e permaneciam armazenados aguardando, segundo o relatório, “definição financeira”.
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria que pode causar infecções de pele, olhos e problemas respiratórios, especialmente em pessoas vulneráveis como idosos e imunossuprimidos.
Risco identificado
A Anvisa concluiu que o conjunto das irregularidades configura “um quadro crítico de risco sanitário elevado” e determinou medidas corretivas imediatas. O risco se aplica apenas aos lotes com numeração final 1 de lava-louças, lava-roupas líquido e desinfetante.
Consumidores que tenham esses produtos em casa devem suspender o uso imediatamente e contatar o serviço de atendimento da empresa para obter informações sobre o recolhimento.
A suspensão da fabricação e comercialização dos lotes foi publicada pela Anvisa na última quinta-feira (7). No dia seguinte, a Ypê apresentou recurso administrativo, o que suspendeu automaticamente os efeitos da medida até nova análise da diretoria colegiada, prevista para esta quarta.
A empresa também informou que paralisou voluntariamente a produção na unidade desde quinta-feira para acelerar as adequações exigidas pela agência.
A versão da Ypê
Em nota, a fabricante afirmou que a inspeção “não encontrou contaminação” em seus produtos e destacou que dispõe de controles internos para identificar e descartar itens fora do padrão. A empresa também sustentou que as áreas mostradas nas imagens não têm contato direto com os produtos e que as melhorias necessárias fazem parte de um plano alinhado com a Anvisa desde o ano passado.
*Com informações do g1.
Por Camila Bezerra
Uma inspeção sanitária realizada no fim de abril na fábrica da Ypê, em Amparo, no interior de São Paulo, revelou irregularidades classificadas como graves pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do estado. O caso será julgado nesta quarta-feira (13) pela diretoria colegiada da agência, que decidirá se mantém a suspensão de fabricação e venda de lotes da marca.
O relatório da Anvisa aponta falhas em etapas críticas do processo produtivo, com descumprimentos nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade. As imagens anexadas ao documento mostram equipamentos com sinais de corrosão utilizados na fabricação de detergentes e lava-roupas líquidos, além de problemas no estado de conservação do tanque de manipulação de produtos para lavar louças.
Os fiscais também flagraram restos de produtos armazenados e devolvidos às linhas de envase, o que representa risco de contaminação do que chega às prateleiras.
O achado mais preocupante, porém, está nos registros microbiológicos da própria empresa: entre dezembro de 2025 e abril de 2026, a Ypê registrou resultados fora da especificação em 80 lotes de produtos acabados, incluindo testes positivos para a bactéria Pseudomonas aeruginosa.
Apesar disso, os lotes não foram reprovados pelo controle de qualidade interno e permaneciam armazenados aguardando, segundo o relatório, “definição financeira”.
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria que pode causar infecções de pele, olhos e problemas respiratórios, especialmente em pessoas vulneráveis como idosos e imunossuprimidos.
Risco identificado
A Anvisa concluiu que o conjunto das irregularidades configura “um quadro crítico de risco sanitário elevado” e determinou medidas corretivas imediatas. O risco se aplica apenas aos lotes com numeração final 1 de lava-louças, lava-roupas líquido e desinfetante.
Consumidores que tenham esses produtos em casa devem suspender o uso imediatamente e contatar o serviço de atendimento da empresa para obter informações sobre o recolhimento.
A suspensão da fabricação e comercialização dos lotes foi publicada pela Anvisa na última quinta-feira (7). No dia seguinte, a Ypê apresentou recurso administrativo, o que suspendeu automaticamente os efeitos da medida até nova análise da diretoria colegiada, prevista para esta quarta.
A empresa também informou que paralisou voluntariamente a produção na unidade desde quinta-feira para acelerar as adequações exigidas pela agência.
A versão da Ypê
Em nota, a fabricante afirmou que a inspeção “não encontrou contaminação” em seus produtos e destacou que dispõe de controles internos para identificar e descartar itens fora do padrão. A empresa também sustentou que as áreas mostradas nas imagens não têm contato direto com os produtos e que as melhorias necessárias fazem parte de um plano alinhado com a Anvisa desde o ano passado.
*Com informações do g1.

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