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Em vídeo ao povo iraniano, Paulo Nogueira Batista Jr. expressa solidariedade total: “estou com vocês”

Economista brasileiro afirma que EUA e Israel cometeram “grande erro de cálculo” e diz que Irã tem condições de resistir e impor alto custo aos agressores


Do Brasil 247, 07 de março de 2026



Paulo Nogueira Batista Júnior (Foto: Reprodução Youtube)

247 – O economista Paulo Nogueira Batista Jr. publicou um vídeo dirigido diretamente ao povo iraniano no qual manifesta solidariedade ao país diante da escalada militar envolvendo Israel e os Estados Unidos. Na gravação, divulgada em seu canal no YouTube, ele condena os ataques e afirma que as duas potências podem ter cometido um “grande erro de cálculo” ao confrontar a República Islâmica.

Logo no início da mensagem, Paulo Nogueira Batista Jr. deixa clara sua posição: “Este é um vídeo que eu gostaria de gravar expressamente dirigido ao Irã, ao Irã e ao seu grande povo. Estou em total solidariedade com a situação iraniana.” Em seguida, ele critica duramente a ofensiva militar, classificando-a como um ataque sem provocação. “Ele sofreu um ataque não provocado do Estado genocida de Israel e da superpotência delinquente que são os Estados Unidos.”

Segundo o economista, Washington e Tel Aviv podem ter subestimado a capacidade de reação do país persa. “Agora os Estados Unidos e Israel podem ter cometido um grande erro de cálculo ao lançar esse ataque contra o Irã.”

Diferença entre o Irã e outros países atacados


Ao longo da análise, Paulo Nogueira Batista Jr. argumenta que o Irã possui características políticas, territoriais e civilizacionais que o tornam muito diferente de outros países que sofreram intervenções militares ocidentais nas últimas décadas.

Ele afirma: “O Irã não é a população indefesa da Palestina sob um ataque covarde de Israel. Não é o Líbano, também sob ataque covarde de Israel. Não é a Líbia que foi destruída pela intervenção ocidental, nem a Síria, nem o Iraque.”

Na sequência, o economista menciona também a Venezuela ao discutir a atuação dos Estados Unidos na política internacional. “Não é a Venezuela que foi subordinada ao império dos Estados Unidos com um custo relativamente pequeno no começo do ano.”

Para ele, a dimensão demográfica e territorial do Irã, aliada a uma longa tradição histórica, reforça a capacidade do país de resistir a pressões externas. “O Irã é um país com mais de 90 milhões de pessoas. Seu território é maior do que a soma dos territórios de quatro grandes países europeus: Espanha, França, Itália e Alemanha. É uma civilização com uma longa tradição e muito orgulho.”

“O Irã não aceitará o assassinato de seu líder”


Em um dos trechos mais enfáticos do vídeo, Paulo Nogueira Batista Jr. afirma que o país não aceitará qualquer tentativa de eliminar sua liderança política ou religiosa.

“O Irã não aceitará o assassinato bárbaro de seu líder, o aiatolá Khamenei. Estou totalmente com vocês nisso.”

Ele acrescenta que a reação iraniana pode demonstrar aos seus adversários que ataques militares sem provocação terão consequências. “O Irã vai mostrar, espero que faça isso, a Israel e aos Estados Unidos que eles não podem sair impunes de tudo. Se atacarem um país sem provocação, pagarão um preço. E estão pagando um preço.”
Ataques e alvos militares

Paulo Nogueira Batista Jr. também comenta as informações disponíveis sobre os desdobramentos militares da crise. Segundo ele, o fluxo de dados é limitado, mas há relatos de impactos relevantes.

“Não sabemos exatamente o que está acontecendo porque a informação está sendo muito restringida. Mas Tel Aviv estaria sendo duramente atingida por mísseis iranianos.”

Ele afirma ainda que países do Golfo que hospedam bases militares norte-americanas se tornaram parte direta da infraestrutura utilizada na ofensiva contra o Irã.

“Os satélites dos Estados Unidos em torno do Golfo — Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait — também estão pagando um preço pesado.”

Para o economista, esses países não podem se apresentar como vítimas, uma vez que abrigam instalações militares utilizadas por Washington. “Eles não podem reclamar. Eles hospedam bases militares dos Estados Unidos a partir das quais os Estados Unidos atacam o Irã. Portanto são alvos legítimos para o Irã.”

Estreito de Ormuz e ameaça de escalada


Outro ponto abordado no vídeo é o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia. Paulo Nogueira Batista Jr. afirma que a medida faz parte da resposta iraniana ao conflito.

“O Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, o que também é bastante justificável.”

Ele também menciona as ameaças feitas por Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, de reabrir a passagem marítima pela força. “Agora Donald Trump está ameaçando abrir o Estreito de Ormuz pela força. Vamos ver se ele consegue fazer isso.”

Segundo o economista, uma operação militar norte-americana nessa região poderia gerar perdas significativas. “Se ele colocar a marinha lá para forçar a abertura do estreito, ela sofrerá baixas muito pesadas com fogo iraniano, minas e assim por diante.”

Impacto político dentro dos Estados Unidos


Paulo Nogueira Batista Jr. também avalia que um conflito prolongado pode gerar consequências políticas internas nos próprios Estados Unidos.

De acordo com ele, a percepção de que Washington foi arrastado para a guerra por pressão de Israel pode enfraquecer o apoio doméstico à intervenção. “Se a guerra durar mais e o Irã resistir, o apoio nos Estados Unidos para isso vai evaporar.”

Ele argumenta que muitos cidadãos norte-americanos não enxergam o Irã como uma ameaça direta ao país. “Os americanos perguntam: o que estamos fazendo lá? O Irã não era uma ameaça aos Estados Unidos.”
Mensagem final ao povo iraniano

Ao concluir o vídeo, o economista brasileiro envia uma mensagem direta de apoio à população iraniana.

“Então, do Brasil, envio a vocês uma mensagem de solidariedade e espero que resistam e continuem lutando por seus interesses como o país orgulhoso e importante que são.”

A fala termina com a reafirmação do apoio político e moral ao país. “Estou com vocês.”

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