Pages

Escrever é ter tempo para pensar

Do A Terra É Redonda, 9 de fevereiro 2026
Por RODRIGO DE FARIA*


Imagem: Spencer Gu

Defender que “escrever é ter tempo para pensar” é um ato de resistência contra a lógica alienante e acelerada do produtivismo acadêmico

1.
A frase “escrever é ter tempo para pensar”está no texto da peça de teatro A Aforista, do dramaturgo e diretor Marcos Damaceno. Eu assisti o espetáculo no Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília no mês de abril de 2023. No instante em que a atriz Rozana Satvis[i] proferiu essa fala, ficou evidente o sentido crítico produzido pelo argumento contido nela.

Não tive dúvidas sobre a oportunidade de usá-la como epígrafe da tese que escrevia naquele momento para fins de promoção a professor titular na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB (a tese foi defendida em agosto de 2025), pois, há tempos, eu vinha me sentindo profundamente incomodado com um sentimento/percepção de “falta de tempo” e de algo como uma “aceleração” cada vez maior do ritmo de trabalho. Percepção que, certamente, deve ser a mesma de qualquer pessoa no mundo de hoje.

A frase nos faz (me fez) pensar sobre o tempo, essa entidade que nos confronta cotidianamente e que, “de tempos em tempos”, nos faz (re)pensar a vida, nossas vidas pessoais e profissionais. Ao escolhê-la como epígrafe, pretendi problematizar não apenas o ato de escrever, a escrita dita “científica” ou acadêmica, mas, em termos gerais, o dia a dia acadêmico mais e mais sobrecarregado de obrigações ditas “produtivas”.

É uma frase que nos obriga a refletir sobre o produto final da escrita, no caso, de um trabalho de história do urbanismo e do pensamento urbano no continente americano. Ao menos nos âmbitos institucionais e intelectuais com os quais tenho alguma proximidade, essa ideia é inquestionável: ao escrever, estamos produzindo conhecimento (histórico).

Isso não signfica, porém, que existe uma única forma legítima de construção do conhecimento. O saber é algo que também está intrinsecamente associado aos usos e costumes do cotidiano, o saber imaterial e ancestral sendo um deles. Escrever é apenas um dos caminhos possíveis para construir o conhecimento.

Não se produz conhecimento apenas com as palavras. A crença de que algum saber é mais legítimo que outro só serve aos que se interessam por hierarquias autoritárias. Os saberes são distintos, podem ser amalgamar, se contrapor ou convergir na construção de outros (novos) saberes e conhecimentos.

A construção do conhecimento (dito “científico”) como exercício crítico sempre demandou tempo de investigação, tempo de construção do argumento, tempo de aprofundamento e leitura de outros estudos, enfim, tempo de escrita. Infelizmente, ano após ano, esse exercício vem sendo quase inviabilizado (ou negligencioado) por causa de um conjunto de normatizações e pressupostos que estão norteando as práticas acadêmicas de produção do conhecimento.

2.
A produção do conhecimento se fragmenta e se acelera conforme o ritmo e as normativas dos algoritmos de sua quantificação, que agências nacionais (como a Capes) e internacionais estão impondo ao ambiente institucional acadêmico. Mas quem são os “agentes” dessas agências? Não somos nós mesmos? Por dentro desse novo ambiente que vem se redesenhando para responder às exigências das agências e de seus “agentes”, os(as) pesquisadores(as) estão sendo dramaticamente cobrados por produzir mais e mais, sem pausa, “sem tempo para o próprio tempo”, cada vez mais rápido.

O “tempo” desse “(im)produtivismo” inexplicável é um absoluto descontrolado e frenético. Penso que é preciso se posicionar criticamente diante desse cenário. Foi isso que encontrei, recentemente, no pequeno, porém, devastador livro Alienação e Aceleração: por uma teoria crítica da temporalidade tardo-moderna, do sociólogo alemão Hartmut Rosa (originalmente publicado em alemão no ano de 2013). É um estudo denso, que se refere à escola de Frankfurt e a autores como Marx, Weber, Simmel, Durkheim, Habermas, Benjamin, Adorno, entre outros, que discutiram e analisaram inúmeras questões relacionadas à modernidade e à modernização, passível de ser interpretada “como um processo incessante de aceleração” (Rosa, 2022, p. 59).

O eixo central do trabalho de Hartmut Rosa passa pela análise da regulação e do domínio da vida social moderna por um regime temporal apertado, invisível, despolitizado e subteorizado, que o autor descreve como “a lógica da aceleração social” (Rosa, 2022, p. 9). Esta aceleração tem uma temporalidade mais longa e vem se intensificando. Por isso, o trabalho de Hartmut Rosa busca entender “o que efetivamente, está acelerando na sociedade moderna” (Rosa, 2022, p. 17).

A condição da aceleração não é, portanto, um dado novo, mas está diretamente associado à própria historicidade da modernidade ocidental. A ideia da epígrafe à tese mencionada foi o de estabelecer um diálogo com o sociólogo alemão a fim de trazer de elaborar algumas ponderações relativas à aceleração do nosso cotidiano profissional acadêmicono Brasil.

Hartmut Rosa discerne três categorias empiricamente distintas desses fenômenos: a aceleração tecnológica, a aceleração das mudanças sociais e a aceleração do ritmo de vida (Rosa, 2022, p. 20). A aceleração tecnológica estaria transformando o regime espaço-tempo da sociedade, portanto, “a percepção e organização do espaço e do tempo na vida social” (Rosa, 2022, p. 21). A aceleração das mudanças sociais teria relação com a dinamização da cultura, da sociedade e da história ocidental desde o século XVIII.

3.
Ao reconhecer a dificuldade de medir empiricamente a velocidade das mudanças sociais, o autor sugere o uso do conceito de “contração do presente” que foi desenvolvido pelo fiósofo Hermann Lübbe. A ideia é que as sociedades ocidentais estariam “vivendo uma contração do presente em função da velocidade crescente das inovações culturais e sociais” (Rosa, 2022, p. 23).

O passado seria aquilo que não vigora mais ou que não é mais válido, e o futuro, o que ainda não vigora ou que ainda não é válido. O presente seria “o intervalo de tempo no qual coincidem os horizontes da experiência e da expectativa” (…) hiatos temporais de relativa estabilidade (…) apenas dentro desses hiatos temporais encontramos alguma certeza para nossas orientações, avaliações e expectativas” (Rosa, 2022, pp. 23-24).

Por fim, a aceleração do ritmo de vida é a que o autor considera a mais assustadora, caracterizada por uma “fome de tempo”. Para Hartmut Rosa, “na modernidade, os atores sociais cada vez mais sentem que estão com falta de tempo, que o tempo está acabando para eles” (Rosa, 2022, p. 27). Isso porque acelerar implicaria em fazer cada vez mais coisas em um espaço de tempo menor.

Disso resultaria a necessidade de comprimir as ações e as experiências dentro de um espaço de tempo que não mudou (1 hora é 1 hora, 1 ano é 1 ano), sendo necessário diminuir a quantidade de pausas e intervalos e aumentar a simultaneidade de tarefas (Rosa, 2022, pp. 29-30).

Todas essas acelerações não seriam dados “naturais”, mas decorrentes do que o autor denomina de “motores da aceleração social”: o motor social da competição, o motor cultural da promessa de eternidade e o motor dos ciclos de aceleração. Para analisar tais motores, Hartmut Rosa parte da premissa de que a aceleração social em termos gerais e a aceleração tecnológica em termos específicos seriam uma “consequência lógica de um sistema de mercado competitivo” (Rosa, 2022, p. 37), ainda que observe que na sociedade moderna, o princípio da competição excederia a pura dimensão econômica.

Neste ponto, ele afirma que a vida acadêmica está absolutamente inserida nesse sistema, observando, por exemplo, que os recursos para realizar um projeto científico “são conquistados em batalhas competitivas” (Rosa, 2022, p. 38). Dentro dessa lógica da competição, os competidores (nós, docentes e pesquisadores/as) têm que “investir cada vez mais energia para preservar sua competitividade” (Rosa, 2022, p. 39).

Hartmut Rosa aprofunda esta noção a partir da Teoria da ação comunicativa desenvolvida por Jürgen Habermas, para quem o poder e o conhecimento, nas palavras de Hartmut Rosa, “só podem ser justificados quando são resultados de um discurso livre de relações de poder distorcidas” (Rosa, 2022, p. 77).

Nesse ponto, o autor não relativiza sua posição crítica ao afirmar que “é praticamente autoevidente que a formulação, triagem e mensuração coletiva dos argumentos é um processo que consome tempo. Isso é verdade para o mundo da ciência, em que se poderia argumentar que a velocidade e sucessão de conferências e de artigos é tão alta e – o que é muito pior – o número de textos, livros e revistas publicados é tão excessivo que as pessoas produzindo ensaios e apresentações na era do “publique ou pereça” dificilmente encontram tempo suficiente para desenvolver propriamente seus argumentos, ao passo que as pessoas lendo e ouvindo estão perdidas numa legião de publicações e apresentações repetitivas e meio cruas” (Rosa, 2022, p. 78).

Como se esse argumento já não bastasse pela sua contundência e sua coragem, Hartmut Rosa aprofunda seu olhar com uma observação desconcertante ao campo das Ciências Sociais e Humanas, ao ponderar que está “firmemente convencido de que, ao menos nas Ciências Sociais e nas Humanidades, atualmente, dificilmente haveria uma deliberação comum a respeito da força de convencimento dos melhores argumentos, mas sim uma corrida apressada, incontrolável e insensata por mais publicações, conferências e projetos de pesquisa cujo sucesso é baseado em estruturas de networking mais do que na força argumentativa” (Rosa, 2022, p. 78).

4.
Diante desse cenário inquestionável – e eu corroboro integralmente a crítica de Hartmut Rosa –, resta formular alternativas não só para criar uma teoria crítica, mas uma prática crítica, no seu sentido projetivo-propositivo.

Reconheço que existe um risco numa operação de contraponto, sobretudo o risco de vir a ser (para usar o vocabulário do nosso tempo histórico) “cancelado”, de ser “esquecido”, inclusive institucionalmente, em meio à velocidade e à hipersobreposição dos fragmentos (im)produtivos. Porém, esse risco é parte de qualquer manifestação contrária a todo tipo de pensamento hegemônico, como o é nos dias atuais a lógica de produção industrial do “conhecimento”.

A opção pelo contraponto resultaria em dois prováveis caminhos (desconheço outros): ou exclusão imposta segundo parâmetros quantitativos cada dia maiores ou decisão individual de desvinculação. Ambos produzirão, a seu modo, efeitos os mais diversos sobre aquele(a) que seguir um caminho que não pactue com essa lógica (ir)real.

Eu optei, politicamente e intelectualmente, pela segunda opção, a da desvinculação, o que não significa que estou me desvinculando da pesquisa e da produção do conhecimento. Para mim, é muito evidente a ideia de que o sistema de pós-graduação não teria sentido sem a pesquisa, mas a pesquisa existe sem sua vinculação com o sistema de pós-graduação. É possível fazer pesquisa em qualquer nível dentro de uma instituição, ou mesmo desvinculado de qualquer institucionalidade.

Cada vez mais o sistema acadêmico da pós-graduação se constitui como agente – algo que se relaciona ao conceito formulado por Hartmut Rosa de “alienação de nossas ações” – de aceleração nesse sentido acumulativo de tarefas em detrimento das relações temporais. Cada vez mais, os(as) pesquisadores/as são cobrados a publicar mais artigos em revistas, em congressos, em coletâneas, a ter mais vínculos nacionais e internacionais (não vai demorar para sermos cobrados por vínculos interplanetários!), a elaborar mais projetos para todo tipo de edital, a organizar mais conferências, simpósios, colóquios e seminários.

Trata-se de um sistema que é alimentado e ao mesmo tempo alimenta as relações de reconhecimento social[ii] que formam a base da sociedade. E, segundo Hartmut Rosa, é exatamente a luta de cada um para que sejamos reconhecidos que “impulsiona incessantemente as rodas da aceleração” (Rosa, 2022, p. 83).

Em suas palavras, “não basta ser um gerente, um editor ou um professor: o reconhecimento (e tudo que está implicado nele: riqueza, segurança, privilégios etc.) é distribuído de acordo com a performance: um gerente que tem más performances à luz dos relatórios trimestrais, um editor cujos índices de audiência estão em queda ou um professor que não publica regularmente em revistas do mais alto prestígio perdem terreno incessantemente e podem ser dispensados mais cedo ou mais tarde” (Rosa, 2022, p. 85).

Em nome desse “produtivismo (im)produtivo” e, nos termos de Hartmut Rosa, alienado, estamos abandonando outras relações com o tempo, com o tempo entre: por exemplo, o tempo do silêncio, o tempo da pausa, o tempo da fruição lenta, tempos tão necessários para que a construção do conhecimento não seja motivada pela aceleração social e competitiva cada vez mais profunda a tal ponto de sobrecarregar “sistematicamente as molduras temporais da natureza circundante” e isso resultar, como observado, no “crescimento dramático da depressão e do esgotamento (burnout)” (Rosa, 2022, p. 101).

5.
As comunidades acadêmicas nacional e internacionais aumentam sua “produtividade” na mesma proporção em que adoecem mentalmente e fisicamente. Não é de hoje que me pergunto qual será o limite dessa lógica acelerada tão caracteristicamente associada à noção de desempenho inerente à “sociedade do cansaço”, título de um dos livros do filósofo Byung-Chul Han.

E, porque fui um “típico” agente desse processo de aceleração e desempenho, hoje me recordo do dia em que estava ministrando uma disciplina no PPGFAU-UnB em 2013 (ironicamente, o ano da publicação do livro de Hartmut Rosa) e simplesmente “colapsei”. A aula foi encerrada, e eu fui levado ao hospital em ambulância. O diagnóstico não poderia ser diferente: exaustão profunda ou “infarto neurológico”[iii], nos termos sugeridos por Byung-Chul Han em A sociedade do cansaço.

Ao me voltar mentalmente para esse dia, para aquele ano de 2013, um ano muito (in)tenso da minha vida profissional, decidi iniciar um movimento de reversão dessa lógica.

No entanto, a decisão por mudar não apenas demandou um tempo para se consolidar, mas a própria mudança demorou mais de uma década para se efetivar, ao menos em relação ao sistema acelerado do desempenho e competição desenfreada que, infelizmente, configura atualmente o sistema de pós-graduação, em decorrência da pressão (quantitativamente) produtivista que os Programas estão sofrendo das agências de fomento. No caso do Brasil, a CAPES e sua plataforma Sucupira. O resultado dessa aceleração se verifica no crescimento também acelerado de um produtivismo que muitas vezes parece vazio e estéril.

Não faz tanto tempo, também passamos a buscar reconhecimento (muitos dirão “engajamento”) desse nosso “(im)produtivismo” nos “likes” das redes sociais, ao invés de nos concentrarmos na profundidade do conhecimento lento construído sem a preocupação algorítimica. Aceitei o risco (de ser “cancelado”) e me descredenciei da pós-graduação em novembro de 2024, respaldado numa busca (que é pessoal) por alguma coerência intelectual tendo como base um longo processo de (auto)crítica que assumi como um desafio necessário para sedimentar não apenas um posicionamento crítico em seu sentido filosófico, mas como prática.

Como metáfora, o tempo que se faz necessário para pensar e escrever, é o que pode ser lido como um “tempo entre”: entre o (não) silêncio da música de John Cage e o (não) espaço da poesia dos irmãos Haroldo e Augusto de Campos. Devo observar que esse “tempo entre” não é o tempo que Hartmut Rosa chamou de “contração do presente”. O “tempo entre” é a possibilidade da outra ideia formulada pelo autor alemão, a do “hiato temporal”, a região temporal cuja estabilidade permite validar (interpretar) o passado e validar (projetar) o futuro.

Ao mesmo tempo, o “tempo entre” do “(não) silêncio” e do “(não) espaço” não é um “não lugar” sem história, sem memória sem identidade. O “tempo entre” aqui proposto é o que conecta cada letra de cada poema concreto, portanto, não é ausência, mas densidade. É o tempo de cada nota musical em relação ao som que segue fluindo entre uma nota e outra. É o que (me) permite mergulhar na pausa necessária para romper (na medida do possível) com o contínuo processo de aceleração e suas inúmeras alienações às quais estamos sujeitos no atual temporalidade tardo-moderna. É, portanto, um “auto-contraponto”, na medida em que eu também vivia suas alienações e o “(im)produtivismo” acelerado.

6.
Como formulado por Thiago Canettieri no artigo “Sobre as avaliações quadrienais da Capes”, – publicado no site A Terra é Redonda – “ao buscar mensurar o imensurável, o sistema CAPES reproduz uma engrenagem de sofrimento e competição que ignora a verdadeira natureza do trabalho intelectual e pedagógico”.

E desde que a CAPES divulgou recentemente a avaliação quadrienal, os Programas de pós-graduação em todo o país experimentam dois tipos (não os únicos, certamente) básicos de sentimentos: frustração ou celebração. No entanto, quase nada, diria que nada, se debate internamente nesses mesmos Programas, especialmente os das áreas de ciências humanas e ciências sociais aplicadas, sobre as implicações desse modelo de avaliação que é imposto às universidades, ou seja, aos próprios docentes e seus programas de pós-graduação.

É urgente a necessidade de (re)pensar criticamente o modelo Capes/SUCUPIRA para que seja recuperada a “natureza do trabalho intelectual e pedagógico” enunciada por Thiago Canettieri, ou ainda, o sentido filosófico do tempo para pensar a escrita e, portanto, o própria conhecimento.

É urgente uma rebelião política, acadêmica e intelectual contra essa lógica “(im)produtiva e alienada” à qual estamos submetidos/as. É urgente romper com o modelo que nos transformou em “burocratas do (im)produtivismo alienado e quantificável”. Sem tempo para pensar não existe escrita-conhecimento, por isso, é urgente a defesa da ideia de que “escrever é ter tempo para pensar”.

*Rodrigo de Faria é professor titular do Departamento de Teoria e História da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UnB).

Referência

Rosa, H. (2022). Alienação e Aceleração. Por uma teoria crítica da temporalidade tardo-moderna. Petrópoles: Editora Vozes. [https://amzn.to/3Zn8MfN]

Notas

[i] Aqui um pequeno trecho da peça.

[ii] Rase empresta essa noção de reconhecimento social de Alex Honneth, em seu livro The Struggle for Recognition. Honneth, A. (1996). The Struggle for Recognition. The Moral Grammar of Social Conflits. Trad. Joel Anderson. Cambridge: MIT.

[iii] O conceito de “infarto neurológico”, como utilizado por Byung-Chul Han, refere-se ao esgotamento e à fadiga extrema causados pelo excesso de positividade e cobranças por desempenho na sociedade contemporânea. É uma metáfora para o cansaço profundo e a exaustão que afetam a alma e a mente devido à pressão por resultados e à falta de momentos de descanso e contemplação. Segue a indicação de uma resenha sobre o livro, disponível em: https://www.scielo.br/j/ts/a/6vbqVgYtLDWCCSsvszXZVVp/

Nenhum comentário:

Postar um comentário