Por DW, 24-02-2025.
Fatalidades acontecem em Juiz de Fora e Ubá. Mais de 40 pessoas estão desaparecidas. Autoridades decretam estado de calamidade pública.
As fortes chuvas que nesta segunda-feira (23/02) atingiram Juiz de Fora e Ubá, em Minas Gerais, deixaram ao menos 28 mortos e 440 pessoas desabrigadas. Bombeiros procuram outros mais de 40 desaparecidos, e as prefeituras dos dois municípios decretaram estado de calamidade pública.
Em Juiz de Fora, 21 pessoas morreram. Houve ao menos 20 soterramentos de imóveis no município, e o Rio Paraibuna transbordou. As aulas foram suspensas em todas as escolas municipais.
"Juiz de Fora enfrenta um momento crítico em razão das fortes chuvas. É o fevereiro mais chuvoso da história, com volume já superior ao dobro do esperado para o mês", afirmou em postagem nas mídias sociais a prefeita do município, Margarida Salomão (PT).
Os mortos de Juiz de Fora incluem ao menos sete crianças ou adolescentes em idade escolar, conforme levantou o portal de notícias G1.
"É uma situação precária, muitas pessoas estão desaparecidas. Mas, ajudando uns aos outros, eventualmente vamos achar todos", disse o bombeiro Gabriel Vitor, de 24 anos, durante as buscas na cidade.
Áreas de vulnerabilidade
As outras sete vítimas foram registradas em Ubá, onde carros foram arrastados pelas enchentes. As duas cidades são separadas por mais de cem quilômetros.
Em Juiz de Fora, a maioria das mortes ocorreu nos bairros JK e Santa Rita, com quatro vítimas em cada.
"Foi terrível. Palavras não podem descrever quanto é triste," disse Jaqueline Teixeira, moradora do município.
Parque Burnier também é um dos bairros mais afetados, com pelo menos 17 desaparecidos na terça-feira, segundo os bombeiros, incluindo pelo menos cinco crianças.
"Nós temos em Juiz de Fora áreas de risco em todas as regiões e, com o volume de água que caiu ontem, principalmente em curto espaço de tempo, essas áreas de risco se tornaram mais vulneráveis", disse o presidente da Câmara Municipal, vereador Zé Márcio-Garotinho.
Mais de 250 ocorrências foram atendidas, e 70 equipes trabalham no município, de acordo com a Defesa Civil.
Luto oficial
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, decretou luto oficial de três dias. "Minas está presente e fará tudo o que estiver ao seu alcance para amenizar esse sofrimento", afirmou.
Segundo o governo, a assistência humanitária será direcionada de acordo com o levantamento dos danos provocados. Por ora, os desabrigados estão sendo recebidos em escolas da região, e há recolhimento de doações a nível local.
O volume de chuvas acumulado recente na região chegou a 209,4 milímetros, totalizando 589,6 milímetros neste mês. A atuação de uma frente fria estacionária no litoral do Sudeste mantém o cenário de instabilidade.
Numa rede social, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escreveu: "Nosso foco é garantir a assistência humanitária, o restabelecimento dos serviços básicos, o auxílio às pessoas desabrigadas e o suporte à reconstrução."
A partir de quarta-feira, o avanço de uma nova frente fria poderá provocar mais chuvas intensas, inicialmente na Zona da Mata e Sul/Sudoeste de Minas. O governo alerta para o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos, especialmente em áreas vulneráveis.
Alerta em outros estados
Na segunda-feira, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja de chuvas intensas para 14 unidades da federação. Para São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Piauí, o alerta tem validade até sexta-feira.
O alerta laranja é o grau intermediário dentre os três avisos emitidos pelo instituto: amarelo, para perigo potencial; laranja, para perigo; e vermelho, para grande perigo.
De acordo com o Inmet, o alerta laranja significa situação meteorológica perigosa. A recomendação é para que as pessoas se mantenham vigilantes e informem-se regularmente sobre as condições meteorológicas previstas.
As fortes chuvas que nesta segunda-feira (23/02) atingiram Juiz de Fora e Ubá, em Minas Gerais, deixaram ao menos 28 mortos e 440 pessoas desabrigadas. Bombeiros procuram outros mais de 40 desaparecidos, e as prefeituras dos dois municípios decretaram estado de calamidade pública.
Em Juiz de Fora, 21 pessoas morreram. Houve ao menos 20 soterramentos de imóveis no município, e o Rio Paraibuna transbordou. As aulas foram suspensas em todas as escolas municipais.
"Juiz de Fora enfrenta um momento crítico em razão das fortes chuvas. É o fevereiro mais chuvoso da história, com volume já superior ao dobro do esperado para o mês", afirmou em postagem nas mídias sociais a prefeita do município, Margarida Salomão (PT).
Os mortos de Juiz de Fora incluem ao menos sete crianças ou adolescentes em idade escolar, conforme levantou o portal de notícias G1.
"É uma situação precária, muitas pessoas estão desaparecidas. Mas, ajudando uns aos outros, eventualmente vamos achar todos", disse o bombeiro Gabriel Vitor, de 24 anos, durante as buscas na cidade.
Áreas de vulnerabilidade
As outras sete vítimas foram registradas em Ubá, onde carros foram arrastados pelas enchentes. As duas cidades são separadas por mais de cem quilômetros.
Em Juiz de Fora, a maioria das mortes ocorreu nos bairros JK e Santa Rita, com quatro vítimas em cada.
"Foi terrível. Palavras não podem descrever quanto é triste," disse Jaqueline Teixeira, moradora do município.
Parque Burnier também é um dos bairros mais afetados, com pelo menos 17 desaparecidos na terça-feira, segundo os bombeiros, incluindo pelo menos cinco crianças.
"Nós temos em Juiz de Fora áreas de risco em todas as regiões e, com o volume de água que caiu ontem, principalmente em curto espaço de tempo, essas áreas de risco se tornaram mais vulneráveis", disse o presidente da Câmara Municipal, vereador Zé Márcio-Garotinho.
Mais de 250 ocorrências foram atendidas, e 70 equipes trabalham no município, de acordo com a Defesa Civil.
Luto oficial
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, decretou luto oficial de três dias. "Minas está presente e fará tudo o que estiver ao seu alcance para amenizar esse sofrimento", afirmou.
Segundo o governo, a assistência humanitária será direcionada de acordo com o levantamento dos danos provocados. Por ora, os desabrigados estão sendo recebidos em escolas da região, e há recolhimento de doações a nível local.
O volume de chuvas acumulado recente na região chegou a 209,4 milímetros, totalizando 589,6 milímetros neste mês. A atuação de uma frente fria estacionária no litoral do Sudeste mantém o cenário de instabilidade.
Numa rede social, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escreveu: "Nosso foco é garantir a assistência humanitária, o restabelecimento dos serviços básicos, o auxílio às pessoas desabrigadas e o suporte à reconstrução."
A partir de quarta-feira, o avanço de uma nova frente fria poderá provocar mais chuvas intensas, inicialmente na Zona da Mata e Sul/Sudoeste de Minas. O governo alerta para o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos, especialmente em áreas vulneráveis.
Alerta em outros estados
Na segunda-feira, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja de chuvas intensas para 14 unidades da federação. Para São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Piauí, o alerta tem validade até sexta-feira.
O alerta laranja é o grau intermediário dentre os três avisos emitidos pelo instituto: amarelo, para perigo potencial; laranja, para perigo; e vermelho, para grande perigo.
De acordo com o Inmet, o alerta laranja significa situação meteorológica perigosa. A recomendação é para que as pessoas se mantenham vigilantes e informem-se regularmente sobre as condições meteorológicas previstas.

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