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| Crédito: Reprodução/ Youtube |
Do GGN, 11 de janeiro 2026
Por Camila Bezerra
Resumo da notícia
EUA e aliados lançaram ataques contra o Estado Islâmico na Síria em resposta a ataque mortal em dezembro.
Operação Hawkeye mira integrantes do EI em todo o território sírio; Jordânia participou da ofensiva aérea.
Cerca de mil militares americanos permanecem na Síria, onde há cooperação com governo local contra o EI.
Os Estados Unidos, com apoio de forças aliadas, realizaram neste sábado (10) uma série de ataques de grande escala contra posições do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) em diferentes regiões da Síria. A ofensiva é uma nova represália ao ataque ocorrido em dezembro, que resultou na morte de três cidadãos americanos no país, segundo informou a agência France Presse (AFP).
De acordo com o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, a ação faz parte da operação Hawkeye e teve como alvo integrantes do Estado Islâmico em todo o território sírio. Em comunicado divulgado na rede social X, o comando afirmou que a operação é uma “resposta direta” ao ataque mortal realizado pelo EI contra forças dos Estados Unidos e da Síria na cidade de Palmira, em 13 de dezembro.
O comunicado não informa se houve mortos em decorrência dos bombardeios. Procurados, o Pentágono não comentou a operação, enquanto o Departamento de Estado americano não respondeu aos questionamentos sobre a ofensiva, segundo a agência Reuters.
No ataque de dezembro, dois soldados do Exército dos EUA e um intérprete civil morreram quando um comboio de forças americanas e sírias foi alvo de um atentado em Palmira, no centro do país. Outros três militares americanos ficaram feridos. Segundo o Exército dos EUA, o autor do ataque foi morto no local.
O Ministério do Interior da Síria declarou que o responsável pela ação era integrante das forças de segurança sírias e suspeito de manter simpatia pelo Estado Islâmico.
A Jordânia informou que sua Força Aérea participou da ofensiva ao lado dos Estados Unidos, no âmbito de uma cooperação internacional voltada à neutralização das capacidades de grupos terroristas.
Nos últimos meses, a coalizão liderada pelos EUA tem intensificado ataques aéreos e operações terrestres contra suspeitos de integrar o Estado Islâmico na Síria, frequentemente com apoio das forças de segurança locais. Atualmente, cerca de mil militares americanos permanecem no país.
O governo sírio é comandado por uma coalizão de ex-rebeldes que derrubou Bashar al-Assad no ano passado, encerrando 13 anos de guerra civil. O grupo no poder inclui ex-integrantes do braço sírio da Al Qaeda, que romperam com a organização e passaram a combater o Estado Islâmico.
A Síria mantém cooperação com a coalizão liderada pelos Estados Unidos no enfrentamento ao EI. No mês passado, os dois lados firmaram um acordo após a visita do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, à Casa Branca.
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